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11 Setembro de 2018 | 09h45 - Actualizado em 11 Setembro de 2018 | 09h45

Presidente nicaraguense recusa retomar diálogo mediado pela Igreja

Manágua - O Presidente da Nicarágua recusou, na segunda-feira, retomar o diálogo nacional no país, mediado pela Igreja Católica, e admitiu estar a preparar com o Governo um novo diálogo "a partir da base".

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"Foi realizada uma tentativa e simplesmente não funcionou (...) em primeiro lugar porque foi transmitida na televisão", confessou Daniel Ortega, numa entrevista ao canal de televisão alemão Deutsche Welle, em Manágua.

O Presidente nicaraguense admitiu estar a preparar com o Governo um diálogo "a partir da base", ou seja, a partir da população das comunidades e dos bairros.

A Igreja Católica, testemunha e mediadora do diálogo, continua à espera de uma resposta positiva do Governo para retomar o diálogo nacional, com o qual espera encontrar uma solução pacífica para a crise que já deixou centenas de mortos no país desde Abril.

O diálogo começou em meados de Maio, mas desenvolveu-se intermitentemente e está suspenso desde 25 de Junho.

No mesmo dia em que Ortega rejeitou retomar o diálogo com os bispos, o Governo divulgou uma mensagem do papa Francisco a apelar à "fraternidade no país", que no dia 15 deste mês marca o 197.º aniversário da independência.

"Por ocasião do feriado nacional da Nicarágua, faço chegar as minhas saudações cordiais a todos os filhos e filhas deste amado país, assegurando-lhes a minha oração para que Jesus Cristo lhes conceda o dom da reconciliação fraterna e uma coexistência pacífica", disse Francisco.

As manifestações da oposição começaram no dia 18 de Abril contra uma reforma da segurança social, entretanto abandonada, e intensificaram-se em seguida, alastrando a todo o país em reacção a uma violenta repressão que fez mais de 400 mortos.

Os opositores acusam Ortega, de 72 anos, de corrupção, de nepotismo e de ter instaurado uma ditadura com a mulher e vice-Presidente, Rosario Murillo.

Presidente da Nicarágua entre 1985 e 1990, Daniel Ortega voltou ao cargo em 2006, tendo sido reeleito em 2011 e 2016.

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