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18 Setembro de 2018 | 17h17 - Actualizado em 18 Setembro de 2018 | 17h17

Donald Trump sobretaxa importações chinesas em 200 biliões

Washington - O presidente americano, Donald Trump, desafiou todas as advertências no confronto comercial com a China, e na segunda-feira divulgou as novas tarifas sobre as importações chinesas, por 200 biliões de dólares, hoje anunciado oficialmente.

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Donald Trump, Presidente dos EUA

Foto: Google/Divulgação


As novas tarifas entrarão em vigor em 24 de Setembro, disse Trump em comunicado.

Nesta terça-feira, Trump também acusou os chineses de tentarem influenciar as eleições legislativas de Novembro deste ano nos Estados Unidos com uma guerra comercial, ao atacar a sua base eleitoral.

"A China declarou abertamente que está tratar activamente impactar e mudar as nossas eleições, atacando os nossos agricultores e trabalhadores industriais pela sua lealdade a mim", tuitou o presidente.

A China reagiu hoje e anunciou "represálias", informa um comunicado do Ministério do Comércio.

"Para proteger os seus direitos e interesses legítimos, assim como a ordem mundial do livre-comércio, a China se verá obrigada a tomar medidas de represália de maneira recíproca", indicou.

Pequim já havia indicado que planificava sobretaxar 60 biliões de dólares em produtos americanos. E Trump intimou os dirigentes chineses a não reagirem.

"Se a China tomar medidas de represália contra os nossos agricultores, ou contra outras indústrias, vamos seguir imediatamente com a fase três, com tarifas em aproximadamente 267 biliões de dólares de importações adicionais", advertiu.

Caso se chegue a esta fase, todas as importações procedentes da China estarão sujeitas a medidas proteccionistas dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, as novas tarifas farão "entrar muito dinheiro no caixa dos Estados Unidos".

Trump considera que as tarifas - não apenas sobre produtos chineses - colocam os "Estados Unidos numa posição de negociação muito forte, com milhões de dólares e trabalho fluindo para o nosso país. E, ainda assim, o aumento de custos foi quase imperceptível".

O conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, garantiu, porém, que os Estados Unidos estão abertos ao diálogo "a todo o momento".

As autoridades americanas disseram que o objectivo não é limitar o crescimento económico chinês.

Donald Trump exige de Pequim que reduza em 200 biliões de dólares o déficit comercial com os Estados Unidos, abrindo ainda mais o seu mercado aos produtos americanos.

 

Assuntos Economia  

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