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21 Setembro de 2018 | 05h25 - Actualizado em 21 Setembro de 2018 | 10h07

EUA sancionam entidade chinesa por comprar armas russas

Washington - Os Estados Unidos da América sancionaram nesta quinta-feira (20) uma unidade militar chinesa pela compra de armas e aviões russos, punindo pela primeira vez uma entidade estrangeira por seus negócios com a Rússia e, assim, aumentando a pressão sobre Moscovo pelo que considerou "actividades malignas", informou a AFP.

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Bandeiras dos Estados Unidos de América e da República Popular da China.

Foto: Nelson Malamba

O governo de Donald Trump disse que aplicou as sanções sob uma lei aprovada pelo Congresso no ano passado para punir o governo da Rússia por sua interferência nas eleições americanas e sua política na Ucrânia.

"O objectivo final dessas sanções é a Rússia", disse um funcionário de alto escalão. Essas medidas "não pretendem minar as capacidades de defesa de nenhum país, mas buscam impor custos à Rússia em resposta a suas actividades malignas", assinalou sob condição de anonimato.

A Lei para Contra-Arrestar os Adversários dos Estados Unidos por meio de Sanções, conhecida por sua sigla em inglês CAATSA, foi aprovada em 2017 como uma ferramenta do governo para punir Rússia, Irão e a Coreia do Norte com sanções económicas e políticas.

No que diz respeito à Rússia, a lei pune a "agressão na Ucrânia, a anexação da Crimeia, intrusões e ataques cibernéticos, interferência nas eleições de 2016 e outras actividades malignas", anunciou o Departamento de Estado.

Os Estados Unidos aplicaram esta norma nesta quinta contra o Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos (DDE) do Ministério da Defesa da China pela compra de aviões de combate russos Sukhoi Su-35 e mísseis S-400, disse o Departamento de Estado em comunicado.

Além disso, indicou que 33 indivíduos ou entidades da Inteligência russa e/ou ligados ao Exército serão incluídos na lista negra de sanções desta lei.

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