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17 Setembro de 2018 | 16h18 - Actualizado em 18 Setembro de 2018 | 12h10

Hong Kong e Filipinas tentam voltar à normalidade

Hong Kong - O governo iniciou nesta segunda-feira uma grande operação de limpeza em Hong Kong para retirar árvores e destroços de todo tipo, um dia depois da passagem do tufão Mangkhut, que deixou dezenas de mortos nas Filipinas.

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Vista Parcial de Hong apôs passagem de tufão (arquivo)

Foto: ANTHONY WALLACE

O balanço de mortos no arquipélago filipino chegou a 65 mortos no domingo, depois que as equipes de emergência encontraram mais corpos em Itogon, cidade da ilha de Luzon, norte do país, onde aconteceu um gigantesco deslizamento de terra.

A tragédia atingiu um abrigo de emergência utilizado por trabalhadores do sector de mineração e suas famílias. Até o momento nenhum sobrevivente foi encontrado, mas as buscas prosseguem, afirmou à AFP o prefeito de Itogon, Victorio Palangdan.

O porta-voz da Polícia Nacional, Benigno Durana, afirmou à AFP que 43 pessoas continuam desaparecidas e que mais de 155.000 estão em abrigos, dois dias depois da passagem do tufão.

Mangkhut, considerado o tufão mais forte do ano, destruiu zonas agrícolas do norte de Luzon a apenas um mês da colheita, que representam uma parte importante da produção de arroz e milho do país.

Depois de destruir o norte do arquipélago, a tempestade atravessou o Mar da China Meridional. Seu epicentro passou a uma centena de quilômetros do sul de Hong Kong, e ainda mais perto de Macau.

No domingo à tarde tocou o solo no sul da China e provocou duas mortes na província de Guangdong.

As autoridades ordenaram a saída de mais de três milhões de pessoas do sul da China e determinaram que dezenas de milhares barcos de pesca retornassem aos portos antes da chegada do tufão.

Em Hong Kong, o governo classificou os danos como "graves e importantes". Mais de 300 pessoas ficaram feridas na passagem do tufão.

Quando o vento perdeu intensidade, no domingo à noite, os operários da Defesa Civil saíram às ruas para as operações de limpeza.

As operações foram ampliadas nesta segunda-feira. Os moradores de o Hong Kong enfrentavam dificuldades para chegar ao trabalho em meio a ruas repletas de galhos, árvores e destroços, algumas delas ainda inundadas ou com lama.

As escolas permanecem fechadas e muitos ônibus não circularam durante a manhã. Os serviços de trens e metrô funcionavam de modo irregular.

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