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20 Setembro de 2018 | 00h46 - Actualizado em 20 Setembro de 2018 | 09h30

ONU nomeia representante especial para crise migratória na Venezuela

Genebra - A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quarta-feira a nomeação de Eduardo Stein como representante especial para os refugiados e migrantes venezuelanos que fogem da crise no seu país.

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Arte da bandeiras da ACNUR e da OIM

Foto: Arte Osvaldo Pedro

Arte das Bandeiras da ONU e da Venezuela

Foto: Arte Osvaldo Pedro

Stein, que foi vice-presidente da Guatemala entre 2004 e 2008, "trabalhará para promover o diálogo e o consenso necessários para a resposta humanitária, incluindo o acesso ao território, protecção dos refugiados, estatuto regular e a identificação de soluções para refugiados e imigrantes venezuelanos", assinalaram a ACNUR e a OIM num comunicado conjunto.

A ONU responde a um pedido da Colômbia, que nas últimas semanas advertiu que não tinha capacidade para enfrentar sozinha a chegada de dezenas de milhares de migrantes venezuelanos que fugiram da crise política e económica.

O chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, foi a Genebra na segunda-feira para defender o caso diante de vários altos funcionários das Nações Unidas, que insistiram na "urgência de um fundo humanitário de emergência para fortalecer a capacidade orçamentária face à referida crise".

O chefe de Relações Exteriores da Colômbia também destacou "a necessidade de nomeação de um alto funcionário no âmbito das Nações Unidas, cuja tarefa é coordenar a acção multilateral".

"Quanto mais cedo melhor, porque a crise está a aumentar drasticamente a cada dia", disse a repórteres após reunião com a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Trujillo defende um esforço internacional para atender esse problema.

"A Colômbia não pode suportar esta situação sozinha, nós estamos a fazer um grande esforço, se vão continuar a fazer maiores esforços, mas a magnitude da crise é tamanha que não temos a capacidade suficiente para atendê-la", disse Trujillo à Caracol Radio na semana passada.

Assegurou que a Colômbia, que recebeu ajuda dos Estados Unidos, insistirá em impulsionar "medidas e acções concretas" no plano nacional, regional, multilateral e internacional para enfrentar a onda migratória.

Entre elas, reiterou a necessidade de criar um fundo multilateral de emergência.

Os venezuelanos, afogados pela crise económica, sofrem com a escassez de produtos essenciais, especialmente medicamentos e alimentos.

A Colômbia, que partilha 2.200 quilómetros de fronteira com a Venezuela, recebeu nos últimos anos mais de um milhão de pessoas e mais de 820 mil se regularizaram no país.

Segundo a ONU, dos 2,3 milhões de venezuelanos que vivem no exterior, mais de 1,6 milhões saíram do país depois de 2015.

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