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20 Setembro de 2018 | 19h33 - Actualizado em 20 Setembro de 2018 | 19h32

Rússia quer promover na ONU mais sanções contra o EI no Afeganistão

Moscovo - O governo da Rússia quer que sejam utilizados de maneira "mais activa" os mecanismos de sanções da ONU contra o braço do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, devido à expansão "crescente" da organização terrorista no país centro-asiático.

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Bandeira da Rússia

Foto: Angop-Pesquisa

"Levando em conta a expansão crescente do EI no Afeganistão e a criação de focos de tensão, também nas imediações das fronteiras dos parceiros centro-asiáticos da Rússia, pretendemos envolver mais activamente os mecanismos de sanções contra o terrorismo do Conselho de Segurança da ONU", disse hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

Acrescentou que o governo russo está a reunir "provas" para solicitar ao Comité de Sanções da ONU medidas restritivas contra pessoas e organizações que fazem parte do braço afegão do EI ou estão directamente associadas com os terroristas.

"Pedimos a todos os Estados-membros da ONU que se juntem a este processo mais activamente e que mostrem as suas investigações ao Comité de Sanções", disse Zakharova.

Anatoly Sidirov, principal responsável do comando conjunto da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC), aliança militar pós-soviética liderada pela Rússia, disse hoje que mais de 2,5 mil membros do EI recuaram neste ano da Síria para a fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

"O principal perigo é que os terroristas vejam no Afeganistão uma base promissora para expandir a sua influência na Ásia central e do sul como parte do seu projecto do Grande Califado", disse o comandante da OTSC, que agrupa Rússia, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão.

"A situação na área de segurança colectiva da Ásia central é bastante tensa e gera as maiores preocupações", destacou Sidorov, acrescentando que a principal ameaça vem do EI.
 

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