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11 Outubro de 2018 | 19h43 - Actualizado em 11 Outubro de 2018 | 19h43

Erdogan pressiona Arábia Saudita devido ao desaparecimento do jornalista na Turquia

Ancara - O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou hoje que o seu país não deve permanecer em silêncio sobre o caso do jornalista saudita Jamal Khashoggi desaparecido a dois deste mês em Istambul.

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Recep Tayyip Erdogan, Presidente da Turquia

Foto: MOHAMED ABDIWAHAB

"Este incidente aconteceu no nosso país. Não podemos ficar calados", declarou o estadista à abordo do avião que o transporta de Budapeste para Turquia, após uma visita oficial.

O presidente Erdogan mostrou-se céptico, em declarações divulgadas nesta quinta-feira, quando afirmou que a Arábia Saudita tem os mais avançados sistemas de vigilância por vídeo.

"Se sair um mosquito (do consulado), os seus sistemas de câmara vão interceptar", afirmou aos jornalistas dentro do avião.

O canal público turco TRT World informou na terça-feira que as autoridades turcas suspeitam que um grupo de sauditas que chegou a Istambul no dia do desaparecimento do jornalista deixou o país com as imagens do vídeo de vigilância da sede diplomática.

Erdogan preferiu prudência quando questionado sobre as alegações das autoridades turcas de que Khashoggi foi morto no consulado por agentes sauditas.

"Não é justo que eu comente suposições, mas temos as nossas preocupações", afirmou.

Khamal Khashoggi exilou-se em 2017 nos Estados Unidos, depois de ter caído em desgraça após a ascensão ao poder na Arábia Saudita do príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman.

O jornalista, crítico do governo de Riad e colaborador do jornal The Washington Post, não dá sinais de vida desde o dia dois de Outubro, quando entrou no consulado do seu país em Istambul, para obter um documento relacionado ao casamento com a sua noiva turca.

De acordo com o Washington Post, os serviços de inteligência dos Estados Unidos tinham informações sobre um plano saudita, que envolvia o príncipe herdeiro Mohamed Bin Salman e consistia em montar uma armadilha para deter o jornalista.

Segundo a publicação, o jornalista de 59 anos, conversou com vários amigos sobre a sua desconfiança nas propostas que lhe foram feitas pelos dirigentes sauditas.

De acordo com essas versões, teriam oferecido a ele protecção e até mesmo um trabalho de alto nível.

No entanto, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Robert Palladino, negou que Washington tivesse alguma informação prévia sobre o desaparecimento do jornalista.

No lado turco, vários meios de comunicação exibiram imagens das câmaras de segurança feitas do lado de fora do consulado, que mostram o jornalista a entrar e também várias viaturas a dirigirem-se ao local, mas os sauditas afirmam que as câmaras do consulado não estavam a funcionar naquele dia.

O canal público turco TRT World informou na terça-feira que as autoridades turcas suspeitam que um grupo de sauditas que chegou a Istambul no dia do desaparecimento do jornalista deixou o país com as imagens do vídeo de vigilância da sede diplomática.

Erdogan preferiu prudência quando questionado sobre as alegações das autoridades turcas de que Khashoggi foi morto no consulado por agentes sauditas.

"Não é justo que eu comente suposições, mas temos as nossas preocupações", afirmou.

Depois que o jornal turco pró-governo Sabah divulgou na quarta-feira o nome, a idade e as fotografias de 15 homens apresentados como a "equipa de assassinos" enviada pelo governo saudita, a mídia e as contas nas redes sociais conseguiram identificar um grande número deles como agentes dos serviços de segurança ou pessoas ligadas ao príncipe herdeiro.
 

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