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12 Outubro de 2018 | 10h24 - Actualizado em 12 Outubro de 2018 | 12h12

Presidente indonésio incita líderes a aprenderem com "A Guerra dos Tronos"

Jacarta - O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse hoje nos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Bali, que os líderes mundiais precisam de aprender uma importante "lição moral" com a série televisiva "A Guerra dos Tronos".

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Joko Widodo - Presidente da Indonésia (Foto arquivo)

Foto: Pedro Parente

Numa série de analogias à série televisiva de ficção que retrata batalhas políticas e guerras entre famílias que dominam várias regiões para garantir o "Trono de Ferro", Widodo lembrou que existe uma ameaça comum que tem que ser enfrentada, caso contrário só há um resultado possível: "a destruição do mundo".

O Presidente da Indonésia defendeu que "este não é o tempo das rivalidades e da competição, mas da cooperação e da solidariedade", sobretudo para lidar com questões essenciais como as alterações climáticas, exemplificou, citando o recente apelo para a acção global do secretário-geral da ONU, António Guterres.

As políticas fiscais e monetárias, o clima de incerteza económico e político, bem como as guerras comerciais, segundo Widodo, servem de cenários para essas batalhas das maiores economias mundiais que devem aprender uma simples lição: “Não faz sentido celebrarmos a vitória no meio da destruição”.

Em sintonia, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, na mesma sessão, defendeu a adopção de uma “abordagem cooperativa” seguida pela Associação de Nações do Sudeste Asiático que “oferece lições importantes”.

“Quando olhamos para o mundo de hoje, enfrentamos o desafio de uma nova paisagem económica, a duas dimensões: A primeira, mais familiar, inclui as camadas monetária, fiscal e financeira, as nossas interacções económicas; a segundaão, mais desafiadora, compreende desigualdade, tecnologia e sustentabilidade. Ambas as dimensões são ‘macro-críticas’”, explicou Lagarde.

Para a directora-geral do FMI, as políticas nacionais sólidas são essenciais para “lidar com esses problemas”, mas “navegar por esse novo cenário requer cooperação internacional, (uma) cooperação diferente do passado”.

“Chamo isso de novo multilateralismo. É mais inclusivo, centrado nas pessoas e orientado para resultados”, concluiu a líder do FMI no decorrer da sessão mais concorrida dos Encontros Anuais do órgão e do BM.

O início foi marcado por um minuto de silêncio dos dirigentes mundiais em memória das milhares de vítimas do tsunami e do terramoto que atingiram as ilhas de Lombok e de Celebes, na Indonésia, em Agosto e no final de Setembro, respectivamente.

Assuntos Reunião  

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