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08 Outubro de 2018 | 16h52 - Actualizado em 08 Outubro de 2018 | 16h51

Referendo contra casamento gay na Roménia fracassa

Bucareste - Um referendo para banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Roménia não obteve o quórum necessário para ser validado. A votação ocorreu no último fim de semana, mas somente 20,4 porcento dos eleitores compareceram, sendo que o mínimo exigido era de 30 porcento.

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Bandeira da Roménia

Foto: Cortesia afp

As críticas agora se voltam contra o governo romeno, que gastou mais de 40 milhões de euros na consulta popular, estendeu o período de votação de um para dois dias e diminuiu a participação necessária para que a votação fosse válida de 50 porcento para 30 porcento. Nenhuma das tácticas funcionou.  

As pesquisas divulgadas na última sexta-feira (5) indicavam apoio de 90 porcento à mudança na legislação. Mihai Gheorghiu, presidente da Coligação pela Família, afirmou que os romenos votavam para "proteger, em nível constitucional, a definição de casamento entre homem e mulher".   

Já o deputado Dan Barna, um dos únicos políticos que se opuseam ao referendo, pediu a imediata renúncia do governo por ter "desperdiçado 40 milhões de euros do dinheiro público em uma fantasia".   

De qualquer forma, na prática, nada mudará, já que a Roménia ainda não reconhece o casamento gay ou a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A questão era que a Constituição assume uma forma neutra na definição de família, afirmando que ela "é fundada pelo casamento consentido dos cônjuges".  

O presidente da Mozaiq, organização pelos direitos LGBT, Vlad Viski, aproveitou o fracasso da votação para pedir pela legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. "Eles devem atender ao desejo das pessoas", afirmou.

Assuntos Sociedade  

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