Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

12 Outubro de 2018 | 08h53 - Actualizado em 12 Outubro de 2018 | 08h53

Trump defende continuação da venda de armas a Riade

Washington - O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu nesta quinta-feira a continuação da venda de armas à Arábia Saudita, apesar da crescente pressão dos congressistas para o reino ser punido devido ao desaparecimento de um jornalista.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Donald Trump, Presidente dos EUA (Foto arquivo)

Foto: WIN MCNAMEE

Com vários senadores a pressionarem a aplicação de sanções, com base numa lei de direitos humanos, e também a questionarem o apoio norte-americano à campanha de bombardeamento no Iémen, liderada pelos sauditas, Trump parece relutante em abalar uma relação que tem sido fundamental para a sua política externa no Médio Oriente.

Em particular, Donald Trump afirmou que suspender a venda de armas aos sauditas iria prejudicar a economia norte-americana.

"Não gosto de interromper quantidades massivas de dinheiro que estão a ser colocadas na nossa economia. Eles (os sauditas) estão a gastar 110 mil milhões de dólares (95 mil milhões de euros) em equipamento militar", disse Trump, referindo-se à proposta de venda de armas anunciada em Maio de 2017, quando visitou a Arábia Saudita, na sua primeira visita ao estrangeiro enquanto presidente.

O Presidente norte-americano reforçou o seu argumento, adiantando que os sauditas poderiam comprar as armas aos russos ou chineses, se tivessem problemas para comprar aos EUA.

Trump manteve que o país está a ser "muito duro" no caso de Jamal Khashoggi, exilado nos EUA, que se suspeita ter sido assassinado. O jornalista, um crítico do Governo de Riade e colaborador The Washington Post, está desaparecido desde o dia 2 de Outubro.

Neste dia entrou no consulado saudita em Istambul, na Turquia, para tratar de documentação para se casar, com a sua namorada à espera no exterior, e nunca mais foi visto.

Dirigentes turcos afirmaram que receiam que os sauditas tenham morto e desmembrado Khashoggi, mas só ofereceram como prova uma gravação de vídeo da entrada do jornalista na instalação diplomática e a chegada à Turquia do que descreveram como um grupo de 15 sauditas para alegadamente o atacarem.

A Arábia Saudita negou as acusações, considerando-as "sem fundamento".

Em Istambul, a imprensa turca assegurou que aquele grupo de 15 sauditas incluía guardas, agentes dos serviços de informações, soldados e um perito em autópsias.

A revelação destes detalhes, juntamente com comentários do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, parece destinada a pressionar a Arábia Saudita a revelar o que aconteceu.

Questionado na Casa Branca, Trump respondeu aos jornalistas que "se a situação (de Jamal Khashoggi) se revelar tão má quanto pode ser, de certeza que existem outras formas de lidar com a situação" além de cancelar a venda de armas, mas não precisou.

Antes, dissera no programa televisivo 'Fox & Friends', que os EUA "tinham lá investigadores e estavam a trabalhar com a Turquia" e a Arábia Saudita no caso, mas também não deu qualquer prova, nem desenvolveu.

Entretanto, há uma clara e crescente separação entre muitos congressistas, que querem uma acção mais vigorosa.

Mesmo antes do desaparecimento de Khashoggi, os congressistas têm criticado o Governo saudita. Alguns não acreditam nos seus desmentidos de práticas condenáveis e contestam que não haja vídeos do consulado que mostrem Khashoggi, que no último ano tem vivido em auto-exílio no Estado da Virgínia.

"Há uma sensação de que têm direito a tudo. Odeio usar a palavra arrogância, que me vem quando se lida com eles (sauditas)", afirmou o senador republicano Bob Corker, que preside à comissão senatorial dos Negócios Estrangeiros.

"Parte disto pode ser porque têm uma relação incrivelmente próxima com o Governo de Trump”, admitiu.

Assuntos Diplomacia  

Leia também
  • 11/10/2018 10:52:37

    Itália deve respeitar as regras da UE - Lagarde

    Nusa Dua, Indonésia - A Itália, como membro da União Europeia (UE), deve "respeitar as regras do clube" em termos de disciplina orçamentária, afirmou a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, no momento em que a coligação populista que governa o país prevê o aumento do déficit.

  • 11/10/2018 10:12:57

    Bruxelas propõe controlos administrativos em vez de fronteira na Irlanda

    Bruxelas - O responsável da União Europeia (UE) para as negociações do 'Brexit', Michel Barnier, propôs hoje a criação de controlos fronteiriços administrativos nas trocas comerciais entre o Reino Unido e a Irlanda no Norte.

  • 11/10/2018 10:01:18

    Costa Rica dá asilo político a defensor direitos humanos da Nicarágua

    San José - O Governo da Costa Rica informou hoje que concedeu asilo político ao defensor dos direitos humanos da Nicarágua Álvaro Leiva, que fugiu do país porque a sua vida estava em perigo.