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30 Outubro de 2018 | 10h38 - Actualizado em 30 Outubro de 2018 | 11h59

Concelho da OLP apoia suspensão do reconhecimento do Estado de Israel

Ramallah - Os membros do Concelho Central palestiniano, órgão chave da Organização de Libertação da Palestina (OLP), pronunciaram-se hoje a favor da suspensão do reconhecimento de Israel e da interrupção da cooperação de segurança na Cisjordânia com o Estado hebreu.

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Logotipo da OLP

Foto: Divulgação

Os membros do Concelho Central manifestaram o desejo de que esta suspensão se prolongue até ao reconhecimento do Estado palestiniano por Israel, na sequência de dois dias de reunião em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

O Concelho Central palestiniano autoriza a OLP, entidade reconhecida internacionalmente como representante dos palestinianos dos territórios e da diáspora, e a Autoridade Palestiniana, a "pôr fim às suas obrigações (...) relativas aos acordos com as autoridades da ocupação", segundo um comunicado.

Trata-se de suspender o histórico reconhecimento de Israel desde 1988, até que o Estado hebreu reconheça o Estado palestiniano, com Jerusalém como capital, bem como de cessar toda a cooperação no domínio da segurança.

Tal suspensão porá em causa um dos princípios fundamentais do esforço de paz entre israelitas e palestinianos, já num ponto muito crítico, e os acordos de Oslo.

O Concelho Central havia já lançado semelhantes apelos em Janeiro e em 2015, mas não foram aplicados pela direcção da OLP e o presidente Mahmoud Abbas.

No domingo, Mahmoud Abbas prometeu de novo opor-se a qualquer proposta de paz no conflito israelo-palestiniano que emane do Presidente norte-americano Donald Trump.

É a resposta à administração norte-americana pelo reconhecimento unilateral de Jerusalém como capital de Israel em Dezembro de 2017, e o anúncio de que não financiará mais a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (Unrwa).

Abbas comparou a próxima iniciativa de paz norte-americana à Declaração de Balfour de 1917, através da qual o Governo britânico se dizia favorável ao estabelecimento de "um lar nacional judaico" na Palestina, então sob domínio do império otomano.

"Se a Declaração Balfour for adoptada, este acordo não será aprovado", sublinhou o presidente palestiniano.

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