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11 Janeiro de 2019 | 17h02 - Actualizado em 13 Janeiro de 2019 | 12h25

Londres quer que cidadãos da UE fiquem no Reino Unido com ou sem acordo do Brexit

Londres - O ministro do Interior do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou nesta sexta-feira que o governo quer que os cidadãos da União Europeia (UE) estabelecidos em território britânico permaneçam no país "com ou sem acordo" do Brexit.

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Arte das Bandeiras do Reino Unido e da União Europeia

Foto: Arte Osvaldo Pedro

Javid abriu o terceiro dia consecutivo de debate sobre o documento de saída assinado  entre o Reino Unido e a UE e insistiu que os cidadãos comunitários "poderão seguir com as suas vidas" em território britânico, como tem sido feito até agora.

"Valorizamos sua significativa contribuição para o Reino Unido e, aconteça o que acontecer, como dissemos muitas vezes antes, queremos que (os cidadãos da UE) fiquem", insistiu o ministro.

"Sabemos o quão importantes são os nossos amigos europeus para a nossa economia, a nossa sociedade, as nossas famílias, a nossa história e também o nosso futuro", acrescentou o titular de Interior.

Além disso, Javid afirmou que os testes realizados até agora sobre o procedimento que os cidadãos europeus deverão seguir para conseguir o "status de assentado" no Reino Unido estão indo "bem" e destacou que o mesmo é necessário para que "seus direitos sejam assegurados".

Em Junho de 2018, o Ministério do Interior publicou o programa através do qual os europeus poderão adquirir o "status de assentados" ou o de pré-assentados - se não completaram cinco anos de permanência no Reino Unido - antes do fim do período de transição do Brexit, ou seja, o dia 31 de Dezembro de 2020.

Essas pessoas deverão pagar uma taxa de 65 libras (cerca de R$ 305), dar o seu nome e endereço, e comprovar que não têm antecedentes criminais graves para continuar a viver no país.

O parlamento britânico votará na próxima terça-feira, dia 15 de Janeiro, o acordo do Brexit, ao término das cinco jornadas estabelecidas para a sua discussão.

Caso o acordo seja rejeitado, a primeira-ministra Theresa May deverá apresentar à Câmara dos Comuns um roteiro alternativo em até três dias úteis.

Assuntos Diplomacia  

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