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29 Janeiro de 2019 | 11h15 - Actualizado em 29 Janeiro de 2019 | 11h15

Maduro acusa EUA de quererem "roubar" riquezas do país

Caracas - O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou nesta segunda-feira as sanções "ilegais e unilaterais" impostas pelos Estados Unidos contra a empresa da Venezuela SA (PDVSA), acusando Washington de pretender "roubar" a petrolífera venezuelana e as riquezas do seu país.

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Falando em Caracas, o Presidente venezuelano anunciou que a petrolífera estatal está a tomar acções para impedir a concretização dessas sanções, anunciadas pela Casa Branca na segunda-feira e que Maduro considerou como um acto ilegal.

"Os EUA hoje decidiram tomar o caminho de querer roubar a empresa CITGO [petrolífera subsidiária da PDVSA nos Estados Unidos] à Venezuela e é um caminho ilegal", disse.

Nicolás Maduro falava durante um encontro no palácio presidencial de Miraflores, com diplomatas que regressaram de diferentes sedes consulares e da embaixada venezuelana nos EUA.

"Já dei instruções ao presidente da PDVSA e à CITGO para que iniciem as acções legais para defender a propriedade e as riquezas [da Venezuela]", disse.

A administração norte-americana anunciou segunda-feira que vai impor sanções à companhia petrolífera, o que aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro.

O conselheiro de segurança nacional John Bolton e o secretário do Tesouro Steven Mnuchin anunciaram medidas contra a companhia, que impede os norte-americanos de fazerem negócios com a empresa estatal e congela todos os seus bens nos Estados Unidos.
Assegurou que estes diplomatas vão ser designados para outras missões.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou na segunda-feira, praticamente em simultâneo com a divulgação das sanções norte-americanas, que assume o controlo dos activos do país no exterior, de modo a evitar que o Presidente Nicolás Maduro "continue a roubar" o dinheiro dos venezuelanos.

O autoproclamado Presidente acrescentou que já denunciou "junto da comunidade internacional a corrupção na PDVSA", salientando que esta foi convertida numa "rede de financiamento de crimes".

Juan Guaidó disse ainda que vai iniciar um processo para nomear uma nova administração para a PDVSA e para a sua filial CITGO, que opera nos Estados Unidos.

A crise política na Venezuela agravou-se no dia 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A União Europeia fez um ultimato a Maduro para convocar eleições nos próximos dias, prazo que Espanha, Portugal, França, Alemanha e Reino Unido indicaram ser de oito dias, findo o qual os 28 reconhecem a autoridade de Juan Guaidó e da Assembleia Nacional para liderar o processo eleitoral.

Assuntos Venezuela  

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