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05 Fevereiro de 2019 | 04h36 - Actualizado em 05 Fevereiro de 2019 | 04h36

Guaidó se fortalece com reconhecimento europeu após fim de prazo dado a Maduro

Madrid - O opositor venezuelano Juan Guaidó recebeu nesta segunda-feira um forte apoio internacional ao ser reconhecido como presidente interino por 19 países da Europa, aos quais o governo de Nicolás Maduro acusou de apoiar.

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Após ter expirado o ultimato a Maduro para que convocasse novas eleições presidenciais, esses países, liderados por França, Espanha e Alemanha, se somaram no reconhecimento de Guaidó aos Estados Unidos, ao Canadá, ao Brasil e a outros países da América Latina.

"É o reconhecimento dos venezuelanos que nunca pararam de lutar para recuperar a democracia", disse Guaidó, agradecendo aos partidários. Ele disse esperar que a Itália se junte ao grupo de países que apoiam seu governo depois que fontes diplomáticas informaram que o país bloqueou a declaração conjunta da União Europeia.

O governo venezuelano anunciou que revisará "integralmente" as relações com os países europeus que reconheceram o opositor, acusando-os de "planos golpistas".

"A Venezuela não impõe ultimatos a ninguém, nem ao senhor, Pedro Sánchez, nem a ninguém no mundo", disse Maduro.

Os Estados Unidos, que garantem que a acção armada na Venezuela é "uma opção", congratularam-se com o reconhecimento europeu.

"Encorajamos todos os países (...) a apoiar o povo venezuelano", disse o secretário de Estado, Mike Pompeo.

Guaidó será convidado oficial do senador Marco Rubio ao discurso do estado da União que o presidente Donald Trump pronunciará na terça-feira, informou o parlamentar nesta segunda.

A Rússia, um dos maiores aliados de Maduro, rejeitou as "tentativas de legitimar a usurpação do poder como interferência directa" por europeus, segundo o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

Maduro, também apoiado por China, Turquia e Irão, diz que Washington usa Guaidó como um "fantoche" para derrubá-lo e aproveitar a riqueza do petróleo da Venezuela.

Em meio a essa tensão, os chanceleres do Grupo Lima se reuniram segunda-feira em Ottawa e pediram uma mudança de governo na Venezuela "sem o uso da força". Eles também fizeram um apelo para que os militares apoiem Guaidó.

Em reacção, Maduro disse que pedido o do Grupo de Lima por uma mudança de governo lhe dá vontade de "vomitar" e de "rir".

"Este último comunicado é verdadeiramente asqueroso. Asqueroso e risível. Você não sabe se ri, se vomita ou se faz as duas coisas. Quando li, me deu vontade vomitar e ri", comentou Maduro durante um acto para comemorar a revolta militar do falecido Hugo Chávez em 04 de Fevereiro de 1992.

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