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10 Fevereiro de 2019 | 19h58 - Actualizado em 10 Fevereiro de 2019 | 19h58

Netanyahu promete congelar fundos para os palestinianos

Jerusalém - Ameaçado por adversários da própria direita israelita na sua aspiração de reeleição, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu neste domingo (10) congelar a transferência de dinheiro para a Autoridade Palestiniana (AP).

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Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro do Israel

Foto: AFP

Israel recolhe cerca de 127 milhões de dólares por mês em tarifas alfandegárias sobre produtos destinados aos mercados palestinianos através de portos israelitas e, em seguida, repassa esses valores para a AP.

O Parlamento israelita aprovou no ano passado uma lei que retém parcialmente esses fundos, em resposta à decisão da AP de pagar indemnização a parentes de cidadãos palestinianos detidos por ataques a soldados israelitas.

"No final da semana, o trabalho da equipa necessário para implementar a lei para deduzir os salários dos terroristas será completo", disse Netanyahu a repórteres no início da última reunião de gabinete.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro disse: "Vou dizer ao gabinete de segurança que vamos aprovar as decisões necessárias para reduzir os fundos. Que ninguém tenha dúvidas de que esses fundos serão reduzidos no início da próxima semana".

Mais cedo neste domingo, o ministro da Educação, Naftali Bennett, juntou-se às pressões da direita de implementar imediatamente a lei após a prisão de um palestiniano por suspeita do assassinato de um jovem israelita.

"A lei foi aprovada...em Julho passado! Eu peço ao primeiro-ministro que aplique a lei imediatamente", disse ele.

Enquanto isso, o ministro de Assuntos Civis da Autoridade Palestiniana, Hussein al Sheikh, disse que o órgão político não aceitará qualquer redução de fundos.

"A Autoridade Palestiniana se recusará a receber fundos se Israel fizer reduções de um único centavo", disse ele à AFP.

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