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05 Fevereiro de 2019 | 19h01 - Actualizado em 05 Fevereiro de 2019 | 19h01

Talibãs exigem nova Constituição para Afeganistão

Cabul - Os talibãs exigem uma nova Constituição para o Afeganistão e propuseram um "sistema islâmico inclusivo" para dirigir o país, disse um dos seus representantes durante uma reunião realizada em Moscovo nesta terça-feira (5), com figuras políticas afegãs.

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Bandeira do Afeganistão

Foto: Angop

A mesa de diálogo entre talibãs e opositores ao governo de Cabul aconteceu em Moscovo apenas uma semana depois de uma ronda de negociações entre os talibãs e negociadores dos Estados Unidos em Doha.

Tanto as conversas de Doha quanto as de Moscovo excluíram a participação do governo afegão, que fica, na prática, de fora das tratativas para pôr fim a um sangrento conflito de 17 anos.

Talibãs oraram junto com figuras políticas, com as quais mantiveram um duro embate. Entre elas, estava o ex-presidente Hamid Karzai. Na sequência, discutiram uma visão conjunta para o futuro do país.

"A Constituição actual do governo de Cabul não é válida. Foi importada do Ocidente. É confusa e contraditória e, além disso, é um obstáculo para a paz", disse o chefe do escritório político mantido pelos talibãs no Qatar, Sher Mohammad Abbas Stanikzai.

"A nova Constituição será redigida pelos ulemás (autoridades religiosas) e universitários num ambiente livre. Queremos uma Constituição islâmica", acrescentou.

Os talibãs iniciaram conversas com enviados dos Estados Unidos em Doha, no final de Janeiro. Negam-se a discutir com as autoridades afegãs, porém, por considerá-las "marionetes" de Washington.

Segundo Stanikzai, os talibãs - que governaram o Afeganistão entre 1996 e 2001 aplicando uma interpretação radical do Islão - "não desejam o monopólio do poder, mas um sistema islâmico inclusivo".

O conflito no Afeganistão deixou milhares de mortos e feridos, mas Stanikzai garantiu que, se as conversas de paz avançarem, as organizações humanitárias poderão entrar "sem risco" nos territórios controlados pelos talibãs.

Já Muhammad Ghulam Jalal, líder da diáspora afegã e um dos organizadores da reunião em Moscovo, declarou que "as partes estão prontas para um acordo. É um bom começo".

A reunião incluiu duas mulheres, que participaram da delegação que representava a oposição ao governo. Durante a sua "gestão", os talibãs tornaram-se conhecidos pelas severas restrições impostas à actividade pública das mulheres.

Talibãs e representantes dos Estados Unidos devem ter uma nova ronda de conversas em Doha, em 25 de Fevereiro.

Assuntos Política  

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