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06 Fevereiro de 2019 | 05h37 - Actualizado em 06 Fevereiro de 2019 | 08h57

Timor-Leste é única nação considerada livre no Sudeste Asiático

Dili - Timor-Leste é a única nação do Sudeste Asiático considerada livre, entre os 11 países da região, indicou o relatório sobre a liberdade no mundo da organização não-governamental (ONG) norte-americana Freedom House divulgado hoje.

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Bandeira de Timor Leste

Foto: Divulgação


Timor-Leste, o mais jovem país da região e o único que ainda não integra a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), obteve a melhor qualificação, 70 entre 100 valores, dos 11 países da região, de acordo com o relatório anual da Freedom House, referente a 2018 e agora divulgado.

No mesmo documento, divulgado no ano passado, Timor-Leste tinha passado do grupo de países considerados "parcialmente livres" para "livres", na sequência da realização de "eleições justas que levaram a uma suave transferência de poder e possibilitaram a novos partidos e candidatos a entrada no sistema político".

Os cinco países considerados "parcialmente livres" são Indonésia (com 62 valores), Filipinas (61), Malásia (52), Singapura (51) e Myanmar (30), segundo o estudo.

Do grupo de países "não livres" fazem parte a Tailândia (com 30 valores), o Brunei e o Camboja (ambos com 29), o Vietname (20) e o Laos (14).

A nível mais amplo, 39% dos 4,1 mil milhões de habitantes da região Ásia e Pacífico são considerados "livres", 21% "parcialmente livres" e 40% como "não livres".

"Todas as regiões, exceto a Ásia e Pacífico, tem um valor médio mais baixo em 2018 do que em 2005 [quando começou este estudo]. E até [esse valor da] Ásia e Pacífico cai, se forem excluídos os países com menos de um milhão de habitantes [a maioria dos Estados do Pacífico], referiu o relatório.  

Globalmente, a Freedom House disse que os direitos políticos e as liberdades têm vindo a cair de forma consecutiva ao longo dos últimos 13 anos, com o número de países com valores em quebra sempre a aumentar, em relação às nações que registam melhorias.

A perda de liberdades foi mais acentuada nos países que já eram considerados "não livres", acrescentou.

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