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11 Fevereiro de 2019 | 11h30 - Actualizado em 11 Fevereiro de 2019 | 11h29

Ajuda humanitária chega nos "próximos dias" a Venezuela, diz Guaidó

Caracas - A ajuda humanitária para a Venezuela retida em Cúcuta (Colômbia) vai entrar em território venezuelano nos "próximos dias", afirmou hoje o líder do parlamento e dirigente opositor Juan Guaidó, reconhecido por dezenas de países como Presidente.

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"A ajuda está numa espécie de centros de armazenamento e esperamos que nos próximos dias tenhamos a entrada da primeira ajuda humanitária", disse Guaidó a jornalistas depois de assistir a uma missa em Caracas.

Além de Cúcuta, a ajuda humanitária, enviada pelos Estados Unidos, deverá começar a concentrar-se em armazéns, um no Brasil e outro numa ilha das Caraíbas ainda não determinada.

A ajuda, constituída por medicamentos e alimentos, deveria entrar na Venezuela pela ponte de Tienditas, uma infra-estrutura construída recentemente que une os dois países.

Contudo, a Guarda Nacional Bolivariana, polícia militarizada fiel ao Governo do Presidente Nicolás Maduro, bloqueou a ponte com atrelados de camiões e contentores.

Guaidó acusou Maduro de "se negar a reconhecer a crise que criou" e afirmou que, ao bloquear a ajuda, faz do Presidente e dos seus apoiantes "quase genocidas" que "assassinam por acção e por omissão".

Os venezuelanos, disse, vão ter de trabalhar "duramente para que cesse a usurpação" da Presidência por Maduro e para "dar resposta à emergência humanitária".

O presidente da Assembleia Nacional voltou a apelar aos militares, afirmando que "ninguém pode querer imolar-se para responder ao chamamento de uma pessoa [Maduro] que perdeu o norte e que não tem apoio internacional".

Guaidó autoproclamou-se Presidente interino no dia 23 de Janeiro, dias depois da posse de Nicolás Maduro para um segundo mandato, após uma eleição considerada ilegítima pela UE.

A maioria dos países da União Europeia (UE), incluindo Portugal, os Estados Unidos, o Canadá e vários países latino-americanos, designadamente o Brasil e a Colômbia, reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino com a missão de realizar eleições presidenciais livres e transparentes.

A crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social, com escassez de bens e serviços essenciais, que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Assuntos Política  

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