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17 Fevereiro de 2019 | 10h43 - Actualizado em 18 Fevereiro de 2019 | 12h35

Venezuela: Governo de Maduro assegura ter tido reuniões com EUA

Caracas - O Governo de Nicolás Maduro informou hoje, domingo, que manteve duas reuniões com Elliot Abrams, designado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela.

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Arte das bandeiras da Venezuela e dos EUA

Foto: Divulgação

"Fizemos duas reuniões, das quais não posso adiantar detalhes porque devo respeitar a confidencialidade das mesmas, mas foram reuniões em que nos escutámos", disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, em declarações à estação de televisão estatal Telesur.

O governante disse que existiram "momentos de tensão" e que "há diferenças profundas", mas, ao mesmo tempo, "preocupações partilhadas" e, mostrando o seu passaporte e o seu cartão diplomático, assegurou que participou nos encontros.

"Se temos de nos reunir com o próprio diabo, se temos de ir para o centro da Terra para falar com o diabo e defender a soberania da Venezuela, e exigir respeito e alcançar um caminho de respeito com o Governo que representa o império e as corporações neste momento no mundo, nós faremos isso ", garantiu o chefe da diplomacia venezuelano.

Os dois países vivem uma alta tensão diplomática após Maduro cortar laços diplomáticos com os Estados Unidos, que não o reconhecem como Presidente e a quem pediram várias vezes para abandonar o poder, que ocupa desde 2013.

Jorge Arreaza adiantou que estes encontros supõem um diálogo entre as duas nações que não pode ser negado por porta-vozes norte-americanos e que Maduro "está informado de cada detalhe" conversado.

Além disso, Arreaza denunciou que o Departamento de Estado dos EUA "restringiu a 40 quilómetros ao redor da sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington para a livre mobilidade do diplomata venezuelano perante daquele órgão, Samuel Moncada".

"Eles têm medo do verbo venezuelano, têm medo da verdade da Venezuela", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Nesse sentido, disse que o Governo venezuelano "está a avaliar" que acções a tomar para evitar que "a voz da Venezuela na OEA seja silenciada antes de 27 de Abril", data em que o país abandona aquele organismo, por decisão própria.

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