Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

07 Novembro de 2019 | 18h47 - Actualizado em 07 Novembro de 2019 | 18h47

Erdogan reitera na Hungria ameaça de "abrir as portas" aos migrantes

Budapeste - O Presidente turco, que está em visita à Hungria, reiterou hoje a ameaça de "abrir as portas" da Europa aos refugiados sírios actualmente instalados na Turquia, exortando a comunidade internacional a apoiar o plano de repatriamento proposto por Ancara.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia

Foto: Divulgação

"Com ou sem apoio, vamos continuar a receber (...), mas até certo ponto (...). Se constatarmos que não está a funcionar, não teremos outra escolha a não ser abrir as portas" para a Europa, declarou Recep Tayyip Erdogan, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em Budapeste.

A Turquia acolhe actualmente mais de quatro milhões de refugiados, incluindo cerca de 3,6 milhões de sírios que fugiram do conflito que afecta a Síria desde 2011.

"É possível que muitos deles migrem para a Europa", insistiu Erdogan.

A Turquia é um importante país de trânsito para os migrantes e refugiados que tentam alcançar a Europa.

Mas, nos últimos anos, o fluxo migratório tem vindo a descrever, devido a um acordo assinado em 2016 entre a União Europeia (UE) e Ancara que visava travar e controlar a circulação em massa de pessoas para o território europeu (em particular entre as costas turcas e as ilhas gregas).

Nas últimas semanas, Erdogan tem insistido várias vezes na ameaça de "abrir as portas" aos migrantes que estão no território turco, numa tentativa de instar os países europeus a apoiarem o repatriamento de sírios para uma futura "zona de segurança" na Síria.

A Turquia lançou, a 09 de Outubro, uma ofensiva no nordeste da Síria contra a milícia curda Unidades de Protecção Popular (YPG), aliada dos ocidentais no combate aos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico, mas considerada terrorista por Ancara.

O objectivo da ofensiva turca foi criar uma "zona de segurança" de 32 quilómetros de extensão ao longo da fronteira entre a Turquia e Síria para manter as YPG à distância e repatriar uma parte dos 3,6 milhões de refugiados sírios que actualmente vivem no território turco.

"A 'zona de segurança' que queremos criar pretende garantir aos sírios que estão no nosso país regressarem às suas casas, nas suas terras", disse Erdogan.

Em termos concretos, o Presidente turco quer que a comunidade internacional ajude a financiar a construção de uma ou mais novas cidades na região síria onde Ancara lançou a ofensiva militar.

Erdogan disse que falou dos seus planos com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que esteve recentemente na Turquia, e que propôs a realização de uma cimeira para a angariação de fundos.

Segundo o chefe de Estado turco, o representante da ONU mostrou disponibilidade para trabalhar com Ancara nesta matéria.

Assuntos Internacional  

Leia também
  • 07/11/2019 17:48:24

    O essencial das eleições do próximo domingo em Espanha

    Madrid - As eleições gerais do próximo domingo em Espanha são as quartas dos últimos quatro anos em que vários Governos minoritários do PP (direita) e do PSOE (socialistas) foram incapazes de assegurar um executivo estável que durasse toda a legislatura.

  • 07/11/2019 16:50:00

    Três partidos britânicos formam aliança para eleger mais deputados anti-Brexit

    Londres - Três partidos britânicos anti-Brexit, os Liberais Democratas, os Verdes e o partido nacionalista galês Plaid Cymru, formalizaram um pacto eleitoral hoje para evitar concorrer nos mesmos círculos eleitorais nas eleições legislativas de 12 de Dezembro, segundo noticia a Lusa.

  • 07/11/2019 15:54:14

    UE preocupada com incidente envolvendo inspectora nuclear da ONU

    Viena - A União Europeia (UE) manifestou-se hoje "muito preocupada" com o incidente envolvendo uma inspectora da ONU que foi impedida por Teerão de entrar numa central de enriquecimento de urânio, segundo noticia a AFP.