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09 Novembro de 2019 | 06h04 - Actualizado em 09 Novembro de 2019 | 05h51

Políticos da esquerda europeia celebram libertação de Lula da Silva

Brasília - A libertação do ex-Presidente brasileiro Lula da Silva foi celebrada por várias figuras políticas da esquerda europeia, como o francês François Hollande e o britânico Jeremy Corbyn, que classificou a prisão do antigo governante de "injusta".

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"A prisão do ex-presidente Lula foi injusta e errada. Fico feliz que Lula esteja agora livre e que possa retomar o seu trabalho como um socialista comprometido, e líder do Partido dos Trabalhadores. O Brasil precisa do tipo de mudança real com a qual Lula sempre se comprometeu. Lula Livre", escreveu o líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, na rede social Twitter.

Do lado francês, Hollande diz acreditar que Lula usará a sua liberdade para servir o Brasil.

"O lugar de Lula não era na prisão. A liberdade foi-lhe restaurada, sei que ele a colocará a serviço do Brasil", declarou o ex-chefe de Estado francês.

Também a francesa Anne Hidalgo, presidente da câmara municipal de Paris, usou o Twitter para dizer que aguarda a visita de Lula à sua capital.

"É bom saber que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser libertado. Espero por ele o mais rápido possível em Paris, onde ele é Cidadão Honorário", disse Hidalgo, referindo-se ao prémio que a própria concedeu ao ex-governante, no início de Outubro.

A mensagem de Anne Hidalgo obteve uma reposta de Lula através da mesma rede social, que agradeceu a concessão da cidadania de honra, título que o histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT) considera ser de "tamanho imensurável".

Luiz Inácio Lula da Silva, de 74 anos, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, saiu na sexta-feira em liberdade após o Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) ter decidido anular prisões em segunda instância, como era o caso do antigo chefe de Estado, preso desde abril de 2018.

O ex-Presidente deixou a sede da Polícia Federal de Curitiba, no estado do Paraná, sul do Brasil, pelas 18:40 locais (mais três horas em Luanda), rodeado por uma multidão que envergava cartazes e faixas com as frases "Lula Livre", "Lula é inocente", tendo sido lançado fogo de artifício.

Quem também celebrou a saída da prisão de Lula foi o activista indiano e Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, sublinhando que a sua libertação "ajudará a unificar uma sociedade brasileira dividida".

"Parabéns ao meu querido amigo e ex-Presidente Lula. Notícias incríveis! Eu encontrei-me com ele na prisão há apenas 15 dias e agora ele está livre. A verdade prevalece. A sua libertação ajudará a unificar uma sociedade brasileira dividida, a restaurar a fé na justiça. Ele pode emergir como um ícone para a paz", afirmou Satyarthi.

O histórico líder do PT foi preso após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

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