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09 Novembro de 2019 | 01h46 - Actualizado em 09 Novembro de 2019 | 01h46

Profissionais de mídia criticam tratamento dado pela polícia na Bolívia

La Paz - Um incidente com um fotojornalista, que foi liberto depois de ser levado para uma delegacia, resultou sexta-feira num aumento das críticas às acções da polícia boliviana em relação à mídia na crise vivenciada pela Bolívia.

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Gastón Brito, um renomado fotojornalista que trabalha para o jornal "Página Siete" em La Paz, foi levado à delegacia da Força Especial de Combate ao Crime quando estava em um hotel no centro da cidade.

Após sair da delegacia, revelou à imprensa que os policiais que o levaram disseram que ele tinha que prestar um depoimento para depois ser liberado. O fotojornalista contou que se recusou a fornecer informações sobre um colega, onde estava e para quem trabalhava.

Segundo Brito, integrantes da Direcção de Análise Criminal e Inteligência garantiram que ele não havia sido "detido nem retido", mas que talvez tenha sido alguma acção de membros do Departamento de Migração, embora ele seja boliviano.

"Estou completamente livre", disse o fotógrafo, após relatar que foi gravado em vídeo por alguém enquanto tomava café da manhã num hotel com outras pessoas.

O fotojornalista já havia advertido no Facebook sobre a presença em La Paz de um infiltrado do governo boliviano que "tira fotos dos fotógrafos como se fosse turista e faz a vítima".

O incidente desencadeou uma onda de críticas dos profissionais da mídia do país e a polícia boliviana anunciou que nas próximas horas emitirá um comunicado.

Assuntos Política  

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