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03 Dezembro de 2019 | 18h36 - Actualizado em 03 Dezembro de 2019 | 18h35

Macron mantém posição que a NATO está em "morte cerebral"

Paris - O presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje, em Londres, que mantém a declaração que fez sobre a NATO, numa entrevista em Novembro, em que afirmou que a organização está em "morte cerebral".

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Emanuelle Macron, Presidente de França

Foto: Lino Guimarães

Macron reiterou a ideia numa conferência de Imprensa conjunta realizada na capital inglesa com o presidente dos EUA, Donald Trump, que, horas antes, tinha voltado a comentar a entrevista do seu homólogo francês dizendo que essas declarações tinham sido "muito insultuosas".

"Ouvi o Presidente Macron dizer que a NATO estava em morte cerebral. Penso que isso é muito insultuoso para várias forças", disse Trump, referindo-se às declarações que hoje o estadista francês repetiu.

No entanto, Emmanuel Macron afirmou que mantém o teor da declaração ao The Economist, quando disse que à Aliança enfrenta sérios problemas internos, considerando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte está em "morte cerebral".

Contudo, logo de seguida, o presidente norte-americano declarou estar confiante de que será possível resolver "a pequena disputa" que tem com Macron sobre o funcionamento da NATO, após terem abordado a questão do financiamento da organização.

Enquanto Trump voltou a insistir na ideia de que os aliados devem fazer um maior esforço financeiro, Macron diantou que não se trata "apenas de dinheiro" e que o mais importante é existir uma "estratégia clara" sobre o que deve ser a NATO.

Pediu ainda mais diálogo estratégico com a Rússia, mas "sem ingenuidade", em reacção a declarações de hoje do presidente Vladimir Putin, que disse estar disponível para cooperar com a NATO, apesar do comportamento "cruel" da organização para com as posições russas.

"Precisamos de iniciar um diálogo, sem ingenuidade com a Rússia, para reduzir o conflito com este país", disse Macron, na conferência de Imprensa, ao lado de Donald Trump.

Os dois líderes falavam no inicio da cimeira dessa organização militar, que decorre desde hoje até quarta-feira, em Londres, para discutir o futuro da cooperação militar entre os 29 países membros, num ambiente tenso entre ameaças externas e divergências internas sobre questões críticas como a intervenção militar turca na Síria, a ameaça das tecnologias chinesas ou as contribuições para o orçamento da Aliança.

Assuntos Cooperação  

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