Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

14 Maio de 2019 | 08h26 - Actualizado em 14 Maio de 2019 | 11h06

Guterres quer jovens mais envolvidos nas decisões sobre acção climática

Wellington - O secretário-geral da ONU, António Guterres, considera que é necessário que os jovens sejam mais envolvidos nas decisões relativas à acção climática.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

China: Secretário-Geral da ONU, António Guterres, fala a imprensa após o encontro com o Presidente de Angola

Foto: Francisco Miudo

António Guterres dirigia-se à uma plateia de jovens estudantes da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, segundo a agência ONU News.

Questionado sobre quais os esforços das Nações Unidas para incluir os mais jovens no combate às alterações climáticas, Guterres explicou que a organização promove um conjunto de iniciativas muito importantes em que tenta mobilizar representantes de jovens de todo o mundo.

O secretário-geral lembrou que a desflorestação, a crescente urbanização, as mudanças no uso da terra, a redução de habitats, em conjunto com a mudança climática, estão a destruir a biodiversidade.

Uma das iniciativas já planeada acontecerá por ocasião do 75º aniversário da organização, no próximo ano. O representante anunciou que será lançado um debate global, em todas as plataformas, com especial enfoque nos jovens, para identificar o que será o futuro do multilateralismo quando a organização atingir o 100º aniversário.

Guterres deixou a garantia de que a ONU “fará tudo o que estiver ao seu alcance para aumentar as plataformas nas quais os jovens podem ter um impacto efectivo na maneira como as decisões são tomadas”. O chefe da ONU lembrou que é necessário incluir “os contributos da juventude nos processos de tomada de decisão”.

De visita à Nova Zelândia, Guterres tem insistido na mensagem de que é necessário mudar a política fiscal para que os impostos dos salários passem a ser impostos para o carbono, ou seja, “taxar a poluição, não as pessoas”.

Guterres tem também alertado que é necessário parar de subsidiar combustíveis fósseis e de construir novas centrais de carvão até 2020, sublinhando que o mundo necessita de “uma economia verde e não de uma economia cinzenta”.

Na universidade neozelandesa, o secretário-geral também foi questionado sobre o que está a organização a fazer para combater as alterações climáticas, que têm impactado significativamente a região do Pacífico.

O secretário-geral explicou que é fundamental “interromper o crescimento das emissões para alcançar a neutralidade em 2015, porque o mais importante é evitar que o nível das águas do mar aumente”.

Ao mesmo tempo, o secretário-geral defende que seja aumentado o apoio necessário para construir resiliência nas comunidades, “porque os impactos já estão aí, particularmente no Pacífico, mas em outras partes do mundo”.

Guterres destacou que a adaptação climática é tão importante quanto a mitigação, e elogiou o facto de instituições financeiras internacionais estarem a apoiar. Ele apontou o exemplo do Banco Mundial que “decidiu dobrar seu apoio à acção climática de 200 milhões para 400 milhões, em cinco anos, e metade disso será para adaptação”.

O secretário-geral também explicou que é crucial mais recurso, incluindo a reposição do Fundo Verde para o Clima, que não foi efectivamente usado para apoiar o Pacífico.

Dando um exemplo concreto de como são necessários recursos, Guterres disse que o Bangladesh, por exemplo, poderá enfrentar, em poucas décadas, a necessidade de transferir mais de 20 milhões de pessoas, devido às alterações do clima.

Assuntos Clima   ONU  

Leia também