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15 Maio de 2019 | 10h09 - Actualizado em 15 Maio de 2019 | 10h09

Irão descarta guerra e novas negociações com os Estados Unidos

Teerão - O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, descartou uma guerra entre o seu país e os Estados Unidos, apesar das actuais tensões no Golfo Pérsico, assim como voltar a negociar com Washington, uma opção que classificou como "venenosa", noticiou a EFE.

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"A opção definitiva da nação iraniana será a resistência contra os EUA e, nesse confronto, os EUA serão forçados a se retirar", disse o líder supremo, numa reunião na noite de terça-feira com outros líderes do país.

Khamenei afirmou não se tratar de um confronto militar, mas "um choque de vontades: nem nós nem eles estamos a busca de guerra", assegurou, segundo um comunicado do seu gabinete.

Também ressaltou que "ninguém deve temer a aparente grandeza dos EUA", nem a sua implantação militar no Golfo Pérsico, porque, acrescentou, "o seu verdadeiro poder é muito menor".

A tensão aumentou novamente no Golfo Pérsico depois que quatro petroleiros, dois deles sauditas, foram danificados no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, no último domingo, em supostos actos de sabotagem.

Diante desta escalada, aumentaram as vozes que falam de negociação, já que Washington mostrou-se disposto a dialogar, mas Khamenei rejeitou taxativamente esta possibilidade.

"Algumas pessoas no país dizem que não há danos na negociação. A negociação é venenosa, enquanto os EUA continuam com as suas acções actuais", ressaltou.

Na sua opinião, a negociação representa "uma troca mútua" e os EUA estão apenas tentando "eliminar as capacidades defensivas do Irão", especificamente os seus programas de mísseis, e a sua influência regional para que Teerão não possa reagir a um eventual ataque.

Após assegurar que os americanos não são confiáveis, o líder ressaltou que "a negociação está errada" e que nenhum funcionário iraniano tentou realizá-la.

Ali Khamenei considerou que os EUA "fracassarão" na sua política contra o Irão, que segundo ele foi amplamente ditada pelo "regime sionista bárbaro (Israel)".

O Irão está sob sanções dos EUA desde o ano passado, quando o presidente Donald Trump decidiu abandonar o acordo nuclear assinado em 2015 entre Teerão e seis grandes potências.

Assuntos Diplomacia  

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