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16 Maio de 2019 | 19h11 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 19h11

Polícia prende últimos activistas que ocupavam embaixada venezuelana em Washington

Washington - Os últimos quatro activistas, de um grupo inicial de algumas dezenas, que há mais de um mês mantinham um protesto no interior da embaixada da Venezuela em Washington foram detidos nesta quinta-feira, referiu a dirigente de um movimento de contestação social.

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Bandeira dos Estados Unidos

Foto: Divulgação

Medea Benjamin, cofundadora do Code Pink, referiu à agência noticiosa AP que a Polícia entrou na embaixada ao início da manhã para prender os activistas que ainda se mantinham no seu interior.

Mara Verheyden-Hilliard, uma advogada dos activistas, admitiu que foram todos retirados do edifício, mas ainda estava a tentar localizá-los.

O Code Pink é um grupo que integra o designado “Colectivo de Protecção da Embaixada da Venezuela”.

Os manifestantes consideram Nicolás Maduro o Presidente legítimo da Venezuela. Mas os Estados Unidos e cerca de 50 outros países referem que a reeleição de Maduro em Maio de 2018 foi fraudulenta e apoiam o líder do Parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou chefe de Estado.

O ramo dos serviços secretos norte-americanos que se encarrega da protecção das delegações diplomáticas estrangeiras, confirmou à agência noticiosa Efe que os agentes executaram ordens de prisão contra “indivíduos que estavam no interior da embaixada da Venezuela”.

Posteriormente, uma carrinha e dois veículos da Polícia abandonaram o recinto, e fontes do Code Pink indicaram que dois dos activistas tinham sido retirados da embaixada, mas não puderam confirmar se os restantes permaneciam no seu interior.

Antes desta acção policial, Carlos Vecchio, o enviado de Guaidó nos Estados Unidos, escrevia na sua conta Twitter: “Fora os invasores da nossa embaixada. Terminou a usurpação. Levou tempo e esforço para cumprirmos com os venezuelanos. Infinitamente agradecido à diáspora venezuelana pelo seu sacrifício. Próxima libertação: Venezuela”.

“Obrigado ao Governo dos EUA, ao Departamento de Estado e corpos de segurança pelo seu apoio e por fazerem cumprir as leis e tratados internacionais. Terminou a usurpação. Continuamos a avançar”, sublinhou.

E acrescentou: “Vemo-nos na embaixada esta tarde”.

Um forte contingente policial foi deslocado para as imediações do edifício, com dezenas de agentes da Polícia e dos serviços secretos. As ruas de acesso à porta principal e das traseiras foram cortadas pelas autoridades.

A embaixada venezuelana, situada no seleto bairro de Georgetown, converteu-se num símbolo da luta do poder no interior da Venezuela. A embaixada foi ocupada para evitar que os enviados de Guaidó tomassem o controlo do edifício após a partida dos diplomatas designados pelo Governo de Maduro.

O protesto iniciou-se com pelo menos 30 activistas no interior da embaixada, mas o seu número foi progressivamente diminuindo. O edifício estava sem electricidade, água e acesso a alimentos desde a semana passada e dezenas de apoiantes de Maduro concentravam-se frequentemente nas imediações em apoio aos activistas.

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