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15 Maio de 2019 | 17h39 - Actualizado em 15 Maio de 2019 | 18h37

Putin aconselha Irão a manter-se no pacto nuclear de 2015

Moscovo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que a saída do Irão do pacto nuclear assinado em 2015 não é a melhor solução.

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Foto: Pedro Parente

O Presidente russo reagia assim ao anúncio do governo desse país do Médio Oriente do abandono do acordo.

"Francamente, não entendo que ao Irão seja conveniente abandonar esse acordo. Sempre defendemos por conversar esse tratado", disse o líder russo, em entrevista coletiva concedida no balneário de Sochi, junto com o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen.

Putin lamentou que esteja ruindo o Plano de Integração Conjunta, nome oficial do acordo nuclear.

"Após a assinatura, o Irão era, e continua sendo, o país mais supervisionado e transparente do mundo nesse sentido. Eu mesmo me reuni com o presidente da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que me disse que o Irão cumpre todas as obrigações", garantiu.

Putin, além disso, foi enfático ao dizer que o país que comanda não estará o tempo todo a disposição para intervir em problemas internacionais.

"A Rússia não é uma equipa de bombeiros, que salva a todos os tempo todo, inclusive, aqueles que não depende totalmente do país", afirmou.

"Agora, vou dizer algo não muito diplomático que pode ferir as sensibilidades dos nossos amigos europeus: os americanos saíram; o acordo se destrói e os países europeus não podem fazer nada para salvá-lo e são incapazes de trabalhar com o Irão para compensar as perdas econômicas", afirmou.

Além disso, Putin ainda acusou os Estados Unidos de ter iniciado a ruptura do acordo, embora admita que o governo iraniano será acusado no futuro por tê-la provocado.

Na terlça-feira, o presidente da Rússia reuniu-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, para tratar sobre o Irão. O representante do governo americano descartou estar planificar uma operação militar contra o país asiático.

Alexander Van der Bellen, por sua vez, admitiu que a Europa não deseja um aumento nas tensões entre americanos e iranianos.

Há uma semana, o presidente iraniano, Hassan Rohani, anunciou que, devido às sanções dos Estados Unidos, o Irão não venderia o excedente de produção de urânio enriquecido e água pesada, que foram enviados a outros países sob o acordo nuclear.

Assuntos Diplomacia  

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