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15 Maio de 2019 | 17h39 - Actualizado em 15 Maio de 2019 | 18h32

Putin aconselha Irão a manter-se no pacto nuclear de 2015

Moscovo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que a saída do Irão do pacto nuclear assinado em 2015 não é a melhor solução, depois do anúncio do governo desse país asiático ter manifestado o abandono do acordo.

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Foto: Pedro Parente

"Francamente, não entendo que ao Irão seja conveniente abandonar esse acordo. Sempre defendemos por conversar esse tratado", disse o líder russo, em entrevista coletiva concedida no balneário de Sochi, junto com o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen.

Putin lamentou que esteja ruindo o Plano de Integração Conjunta, nome oficial do acordo nuclear.

"Após a assinatura, o Irão era, e continua sendo, o país mais supervisionado e transparente do mundo nesse sentido. Eu mesmo me reuni com o presidente da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), que me disse que o Irão cumpre todas as obrigações", garantiu.

Putin, além disso, foi enfático ao dizer que o país que comanda não estará o tempo todo a disposição para intervir em problemas internacionais.

"A Rússia não é uma equipa de bombeiros, que salva a todos os tempo todo, inclusive, aqueles que não depende totalmente do país", afirmou.

"Agora, vou dizer algo não muito diplomático que pode ferir as sensibilidades dos nossos amigos europeus: os americanos saíram; o acordo se destrói e os países europeus não podem fazer nada para salvá-lo e são incapazes de trabalhar com o Irão para compensar as perdas econômicas", afirmou.

Além disso, Putin ainda acusou os Estados Unidos de ter iniciado a ruptura do acordo, embora admita que o governo iraniano será acusado no futuro por tê-la provocado.

Na terlça-feira, o presidente da Rússia reuniu-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, para tratar sobre o Irão. O representante do governo americano descartou estar planificar uma operação militar contra o país asiático.

Alexander Van der Bellen, por sua vez, admitiu que a Europa não deseja um aumento nas tensões entre americanos e iranianos.

Há uma semana, o presidente iraniano, Hassan Rohani, anunciou que, devido às sanções dos Estados Unidos, o Irão não venderia o excedente de produção de urânio enriquecido e água pesada, que foram enviados a outros países sob o acordo nuclear.

Assuntos Diplomacia  

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