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21 Maio de 2019 | 13h56 - Actualizado em 21 Maio de 2019 | 21h52

UE em estado de alerta contra "fakes news" antes das eleições europeias

Bruxelas - As autoridades europeias temem que as "fake news" conturbem a campanha das eleições para o Parlamento europeu, como ocorreu no referendo do Brexit e na vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, em acções que acreditam terem sido articuladas pela Rússia, noticiou à AFP.

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Bandeira da União Europeia

Foto: Rosário dos Santos

A poucos dias do pleito, a UE busca um caminho a seguir, coordenando as iniciativas dos seus membros e aumentando a pressão sobre as redes sociais, como Facebook ou Twitter, principais vectores da desinformação.

"Existem forças externas anti-europeias que tentam influir nas decisões democráticas dos europeus", alertou recentemente o chefe do Conselho Europeu, Donald Tusk, preocupado com as eventuais "ingerências" durante as eleições.

Alguns dirigentes identificam sem rodeios Moscovo como líder da tentativa de manipular a opinião pública com a distribuição de notícias falsas, como vice-presidente da Comissão, Andrus Ansip, para quem "existem provas" disso.

Desde as migrações até a corrupção das elites, passando por todo tipo de conspiração, a desinformação tem os seus temas favoritos, quase sempre acompanhando os movimentos chamados populistas ou de extrema-direita.

As notícias falsas aproveitam a rapidez na distribuição e o sucesso na internet dos conteúdos sensacionalistas, assim como a desconfiança reinante em relação às instituições e à imprensa, uma "praga invisível", nas palavras da comissária Mariya Gabriel.

Para obter uma acção coordenada para as eleições que serão realizadas entre 23 a 26 de Maio, a Comissão Europeia fixou algumas linhas de actuação, pedindo apoio ao jornalismo de qualidade ou a colaboração com verificadores de notícias ("fact-checkers").

Bruxelas lançou também em Março um "sistema de alerta rápida" para que os países compartilhem "em tempo real" as suas informações sobre "tentativas coordenadas de actores estrangeiros de manipular" o debate democrático.

O site euvsdisinfo.eu afirma ter desmascarado até agora mais de cinco mil falsas notícias, vinculadas principalmente à Rússia, mas os meios desta unidade são modestos e o seu enfoque levanta dúvidas.

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, no meio dessa questão por conta do escândalo com a Cambridge Analytica e pelo papel da sua rede na propagação das "fakes news", escreveu um texto em Março no qual expressou o seu apoio aos governos para que adoptem um papel "mais activo".

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