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13 Junho de 2019 | 11h55 - Actualizado em 13 Junho de 2019 | 13h32

Dez candidatos concorrem a sucessão de May no Reino Unido

Londres - Uma série de votações para encontrar o sucessor da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, começa hoje, cuja escolha está reservada aos membros do Partido Conservador, noticiou a Lusa.

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Bandeira do Reino unido

Foto: Divulgação

Após o encerramento das nomeações, nesta segunda-feira, 10 deputados foram oficialmente declarados candidatos:

- Boris Johnson, 54 anos:

Ex-ministro dos Negócios Estrangeiros é um dos políticos mais carismáticos no Reino Unido, conhecido pelas piadas e frases em latim ou com referências à Grécia antiga, mas também pelos deslizes.

Fez campanha para sair da União Europeia (UE) no referendo de 2016. Quer concretizar o 'Brexit' dentro do prazo de 31 de Outubro e ameaçou reter o pagamento da compensação financeira à UE se Bruxelas não aceitar negociar um novo acordo.

Promete reduzir os impostos aos contribuintes com rendimentos médios altos.

- Jeremy Hunt, 52 anos:

Ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi responsável anteriormente pelas pastas da Cultura e Saúde, o que contribuiu para a reputação de competente.

Fez campanha pela "permanência" na UE, mas defende a aplicação do 'Brexit' através da negociação de um acordo sem a solução para a Irlanda do Norte, invocando a sua experiência de negociador e conhecimentos ao nível dos líderes europeus.

Alertou para o risco de uma saída sem acordo desencadear eleições legislativas que poderiam arrasar o partido. Tem o apoio da ministra da Defesa e eurocéptica, Penny Mordaunt, e da ministra do Trabalho e pró-europeia, Amber Rudd, posicionando-se como alguém que pode unir o partido.

- Michael Gove, 51 anos:

O ministro do Ambiente foi outro dos líderes da campanha pelo 'Brexit', mas ficou mais conhecido por ter retirado inesperadamente o apoio e concorrido contra Boris Johnson nas eleições internas de 2016.

Reconhecido orador, tornou-se num proeminente defensor dentro do governo do acordo de saída da UE negociado pelo governo com Bruxelas.

Admite um novo adiamento para negociar melhores condições.

A actual candidatura foi ensombrada pela revelação de que consumiu cocaína quando era jovem, mas relançou a campanha com um programa abrangente, com políticas para dinamizar a economia, reforçar a justiça e desenvolver as áreas rurais.

- Dominic Raab, 45 anos:

O antigo ministro para o 'Brexit' é um eurocéptico de longa data, que esteve em funções apenas quatro meses, demitindo-se por discordar com o acordo de saída da UE negociado pela primeira-ministra, Theresa May.

Considera que o Reino Unido foi "humilhado" durante as negociações. Auto intitulando-se "o 'brexiter' convicto com um plano", admite sair da UE a 31 de Outubro sem um acordo se não conseguir alterações à solução para a Irlanda do Norte, considerando suspender o Parlamento para forçar o 'Brexit'.

- Sajid Javid, 48 anos:

O perfil de filho de imigrantes paquistaneses diferencia o ministro do Interior dos outros candidatos conservadores em termos de ascensão social.

Embora fosse eurocéptico, fez campanha pela permanência na UE em 2016, indicando o 'Brexit' como a "prioridade absoluta".

Tem o apoio importante da popular líder dos conservadores na Escócia, Ruth Davidson, propondo modernizar e unir o partido.

- Matt Hancock, 40 anos:

O ministro de Saúde apresenta-se como um renovador e representante de uma "nova geração" no partido, propondo um liberalismo social e económico que conquiste os eleitores moderados.

O lema "Vamos seguir em frente" [Let's Move Forward] resume o princípio de que os conservadores devem olhar para além do 'Brexit'.

Reconhece a necessidade de conduzir o país para fora da UE, mas rejeita uma saída sem acordo devido aos potenciais riscos. Está convencido de que consegue convencer os líderes europeus a incluir um prazo na solução para a Irlanda do Norte.

- Andrea Leadsom, 56 anos:

A antiga ministra dos Assuntos Parlamentares fez campanha em 2016 para sair da UE, e demitiu-se no mês passado por discordar com os planos de uma quarta tentativa para tentar aprovar o acordo de saída, contribuindo para a queda da primeira-ministra.
Concorreu contra Theresa May para suceder a David Cameron, mas desistiu na fase final.

Defende uma "saída controlada" da UE sem acordo a 31 de Outubro através de uma série de pequenos acordos bilaterais para garantir a continuidade das relações comerciais ou transportes.

- Rory Stewart, 46 anos:

O ministro para o Desenvolvimento Internacional surpreendeu quando se lançou numa viagem pelo país para conversar com eleitores e publicando vídeos filmados em modo 'selfie' nas redes sociais.

Tem um currículo invulgar, que inclui posições como professor dos príncipes William e Harry e vice-governador de uma província no Iraque após a invasão liderada pelos EUA em 2003, além de ter escrito um livro após atravessar o Afeganistão a pé.

Declarou-se o candidato "anti-Boris" porque recusa uma ruptura com a UE que resulte numa saída sem acordo e apelou ao "realismo" para aprovar o documento negociado pelo governo.

- Esther McVey, 51 anos:

Ex-apresentadora de televisão e antiga ministra do Trabalho, é uma eurocéptica e 'brexiter' que quer uma saída da UE a 31 de Outubro, mesmo sem acordo.

Defende um programa de medidas que cativem a classe trabalhadora, defendendo aumentos para os funcionários públicos. Admite ter poucas hipóteses de ganhar.

- Mark Harper, 49 anos:

O menos conhecido dos candidatos, foi secretário de Estado em vários ministérios, mas nunca foi promovido, o que está a usar como vantagem, distanciando dos fracassos do governo na questão do 'Brexit'.

Está preparado para pedir um adiamento "curto e concentrado" para porque considera não ser "nem possível nem credível" negociar com a UE um novo acordo até 31 de Outubro.

Assuntos Eleições  

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