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12 Junho de 2019 | 19h15 - Actualizado em 13 Junho de 2019 | 11h25

Guterres e Ban Ki-moon denunciam ressurgimentos de populismo e isolacionismo

Nações Unidas - O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o seu predecessor no cargo, Ban Ki-moon, denunciaram nesta quarta-feira o ressurgimento do populismo e do isolacionismo e pediram às potências que trabalhem juntas para acabar com o sofrimento de milhões de pessoas.

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Arte das fotos do actual Secretário Geral da ONU, António Guterres (esq) e do antigo Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon

Foto: Divulgação

Guterres e Ban Ki-moon discursaram diante do Conselho de Segurança das Nações Unidas num debate sobre prevenção e mediação em conflitos.

Novamente, o diplomata coreano denunciou o crescimento em todos os continentes do "encantamento enganoso do populismo e do isolacionismo". Segundo Ban, é compreensível que, neste mundo complexo, alguns cidadãos procurem o consolo em "narrativas simplificadas de uma era dourada do passado", quando "sentiam que tinham o controlo dos seus destinos individuais e nacionais".

"O que é profundamente irresponsável, no entanto, é que políticos (...) conspirem ou avivem deliberadamente estas ilusões para o seu próprio objectivo de conseguir e manter o poder", afirmou numa aparente mensagem a governantes como o americano Donald Trump, que fez do regresso ao suposto grande passado dos EUA o eixo da sua campanha eleitoral.

Segundo o ex-secretário-geral da ONU, os líderes que usam essas tácticas são plenamente conscientes de que "nenhum país, não importa o quão poderoso seja, vai ser capaz de responder aos problemas globais sozinho".

Em mensagem semelhante, Guterres ressaltou que há um "ressurgimento do populismo e de políticas que contribuem para o ressentimento, a marginalização e o extremismo, inclusive em sociedades que não estão em guerra".

"Há tentativas de alguns países de dar marcha à ré em matéria de direitos humanos e aos progressos conquistados em décadas recentes em gênero e inclusão", declarou. Como resposta, os dois diplomatas defenderam a necessidade de "unidade" na comunidade internacional e, especificamente, entre as potências do Conselho de Segurança.

"Quando actuamos rapidamente e estamos unidos, podemos evitar com sucesso a piora de crise, salvando vidas e reduzindo o sofrimento", destacou Guterres. "Quando o Conselho pode cooperar e falar com uma voz comum, as suas decisões têm um impacto decisivo", acrescentou Ban.

O coreano discursou na sessão na qualidade de membro do The Elders, um grupo de figuras públicas impulsionado originalmente por Nelson Mandela que trabalha pela paz e os direitos humanos.

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