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14 Junho de 2019 | 15h51 - Actualizado em 15 Junho de 2019 | 10h21

UE detecta actividade de desinformação por ?fontes russas? nas eleições europeias

Bruxelas - Autoridades europeias detectaram uma "contínua e sustentada actividade de desinformação da parte das fontes russas" durante as eleições europeias, com o objectivo de influenciar os eleitores e desestimular a sua participação, revela um relatório divulgado pela Comissão Europeia nesta sexta-feira.

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Bandeira da União Europeia

Foto: Divulgação

A União Europeia havia soado o alarme no período que antecedeu as eleições no final de Maio, com algumas autoridades identificando Moscovo claramente como um potencial condutor de campanhas de "notícias falsas".

Os Estados-membros foram convocados a coordenar sua vigilância, e houve forte pressão nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Esta mobilização não revelou, porém, propriamente falando, "uma campanha maciça de manipulação das eleições europeias orquestrada por um único actor", disseram as autoridades da U.E.no relatório apresentado nesta sexta-feira.

"Mas as evidências reunidas revelaram actividades contínuas e sustentadas de desinformação por parte de fontes russas destinadas a limitar a participação eleitoral e a influenciar as preferências dos eleitores", acrescenta o texto. Quase três semanas após a votação, o primeiro balanço apresentado por Bruxelas não é alarmista.

"Não houve um Big Bang" de desinformação, nem escândalo comparável ao caso Cambridge Analytica que envolveu o Facebook, admitiu a comissária encarregada da Justiça, Vera Jourova.

"Talvez justamente graças à nossa mobilização e às nossas acções", comentou o comissário europeu da Segurança, Julian King.

Porque "os desinformadores" tendem a mudar de "táctica", privilegiando "operações locais de baixo impacto", em vez de campanhas maciças facilmente detectáveis, explicou King.

Estas actividades, cujos autores não são claramente identificados no documento, cobriam "uma vasta gama de assuntos: do questionamento da legitimidade democrática da União Europeia até a exploração de debates públicos conflituosos sobre questões como imigração e soberania".

"Houve uma tendência consistente por parte desses agentes maliciosos de usar a desinformação para promover pontos de vista extremos e polarizar os debates locais, incluindo ataques infundados à UE", diz o documento.

"O número de casos de desinformação atribuídos a fontes russas dobrou desde Janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado", de 400 para 1.000, disse King à imprensa.

Houve também "ondas de desinformação, sobre as quais há suspeita de origem russa, mas não temos provas", acrescentou Jourova. E esses "actores maliciosos" não são necessariamente de longe: "os actores políticos nacionais adotaram com frequência tácticas e histórias usadas por fontes russas para atacar a UE e os seus valores".

Na luta contra a "desinformação", a Comissão saudou nesta sexta-feira a cooperação de plataformas on-line, como Google, Twitter e Facebook, que assinaram em 2018 um inédito código de boas práticas.

                                           

Assuntos Eleições  

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