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10 Julho de 2019 | 09h31 - Actualizado em 10 Julho de 2019 | 10h57

Áustria: Reunião extraordinária da Agência de Energia Atómica realiza-se hoje

Viena - A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) reúne-se hoje em Viena, a pedido dos Estados Unidos, para avaliar os últimos desenvolvimentos relativos ao acordo nuclear com o Irão, noticiou a Lusa.

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Logotipo da AIEA

Foto: Divulgação

A reunião extraordinária do conselho dos governadores da AIEA acontece dois dias depois dos inspectores desta agência da ONU terem confirmado que Teerão tinha começado a enriquecer urânio a um nível proibido pelo acordo nuclear alcançado em 2015 com as grandes potências internacionais.

"Os inspectores da agência verificaram a 08 de Julho que o Irão enriqueceu urânio acima dos 3,67 por cento [grau máximo de enriquecimento de urânio permitido pelo acordo]", indicou, na segunda-feira, um porta-voz da AIEA.

O comunicado da AIEA surgiu depois das autoridades de Teerão terem anunciado, igualmente na segunda-feira, que estavam a produzir urânio enriquecido em pelo menos 4,5 por cento, em resposta ao restabelecimento das sanções por parte de Washington, que decidiu, em Maio de 2018, abandonar unilateralmente o pacto internacional.

Em reacção ao anúncio iraniano, as potências europeias signatárias do acordo nuclear manifestaram uma "profunda preocupação" e exigiram a Teerão que "aja em conformidade" com o pacto.

"O Irão afirmou que quer continuar no Plano de Acção Conjunto Global e, por isso, deve agir em conformidade revertendo essas actividades e respeitando os seus compromissos assim que possível", vincaram França, Reino Unido, Alemanha e a União Europeia numa nota conjunta divulgada na terça-feira.

Com o objectivo de diminuir a tensão em redor do acordo nuclear, Paris anunciou o envio esta semana de um conselheiro diplomático francês a Teerão para contactos com as autoridades locais.

Concluído em Julho de 2015 em Viena, o acordo internacional (assinado então pelos Estados Unidos, Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia) determina que Teerão aceite limitações e maior vigilância internacional do seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções internacionais.

Mas Washington retirou-se unilateralmente do pacto há cerca de um ano, restaurando sanções devastadoras para a economia iraniana.

A troca de declarações inflamadas entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e as principais figuras do regime iraniano tem sido frequente nas últimas semanas.

A República Islâmica tinha anunciado, no início de Maio, que iria começar gradualmente a quebrar os compromissos assumidos no acordo caso os outros signatários internacionais não alcançassem uma solução que permitisse contornar as sanções norte-americanas e as respectivas implicações na economia iraniana.

Teerão sempre insistiu que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, negando qualquer tentativa de desenvolver armas nucleares.

Na segunda-feira, as autoridades iranianas indicaram que pretendem, e para satisfazer as "actividades (nucleares) pacíficas" do país, enriquecer urânio em cerca de 5 por cento, longe dos 90 por cento necessários para um uso militar.

Assuntos Reunião  

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