Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

11 Julho de 2019 | 11h43 - Actualizado em 11 Julho de 2019 | 11h52

Reino Unido afirma que navios iranianos tentaram bloquear petroleiro britânico

Londres - Navios iranianos tentaram impedir a passagem na quarta-feira à noite de um petroleiro britânico no estreito de Ormuz, afirmou nesta quinta-feira o governo do Reino Unido, poucos dias depois de Londres ter interceptado um petroleiro iraniano em Gibraltar, noticiou a AFP.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

"Contra a lei internacional, três navios iranianos tentaram impedir a passagem de uma embarcação comercial, o 'British Heritage', pelo estreito de Ormuz", afirma um comunicado do governo britânico.

A nota explica que a Marinha Real teve que intervir com o deslocamento de uma fragata para ajudar o petroleiro, que pertence ao grupo BP Shipping, filial de transporte de combustíveis da gigante BP.

"O 'HMS Montrose' se viu forçado a posicionar-se entre os navios iranianos e o 'British Heritage' e a emitir uma advertência verbal aos barcos iranianos, que recuaram", completou o governo de Londres.

"Estamos preocupados com esta ação e continuaremos pedindo às autoridades iranianas que acalmem a situação na região", prossegue o comunicado.

Um avião americano filmou o incidente, que terminou quando a fragata britânica 'HMS Montrose', que escoltava o petroleiro, apontou suas armas para os navios iranianos, com a exigência de que se afastassem, informou o canal CNN.

A Guarda Revolucionária iraniana negou ter bloqueado o petroleiro.

"Não aconteceu um confronto nas últimas 24 horas com nenhum navio estrangeiro, incluindo os britânicos", afirma um comunicado publicado por sua agência de notícias, Sepah News, o corpo de elite das Forças Armadas do Irão.

- 'Consequências' -O incidente acontece depois da advertência do presidente iraniano, Hassan Rohani, na quarta-feira ao Reino Unido para as "consequências" após a interceptação, por parte de Londres, de um petroleiro iraniano na costa de Gibraltar na semana passada.

O 'Grace 1' foi interceptado na costa do território britânico, no extremo sul da Espanha, após uma operação que o Irão chamou de ato de "pirataria" em alto-mar.

"Recordo aos britânicos: vocês iniciaram esta insegurança e perceberão as consequências mais tarde", declarou Rohani durante um conselho de ministros.

A tensão na região do estreito Ormuz, por onde transita quase um terço do petróleo mundial transportado por via marítima, alcançou o ponto máximo nas últimas semanas com uma espiral de eventos, como os ataques de origem desconhecida contra petroleiros e a destruição de um drone  americano pelo Irão.

Teerão, acusada por Washington de provocar actos de sabotagem contra cargueiros, negou qualquer responsabilidade.

Em um clima de elevada tensão entre os países, o governo dos Estados Unidos expressou o desejo de formar uma coalizão marítima internacional para garantir a liberdade de navegação no Golfo.

"Acredito que provavelmente durante as duas ou três próximas semanas determinaremos quais são os países que têm vontade política de respaldar esta iniciativa. Depois vamos trabalhar directamente com os militares para identificar as capacidades específicas que devem sustentar este projecto", afirmou na terça-feira o general Joseph Dunford, comandante do Estado-Maior do exército americano.

O general, o militar de maior patente nos Estados Unidos, explicou que Washington proporcionaria "o conhecimento e a vigilância do âmbito marítimo".

A Quinta Frota americana tem sede no Bahrein.

Os petroleiros seriam escoltados pelas nações sob a bandeira com as quais as embarcações navegam, como declarou em Junho o presidente americano, Donald Trump.

Washington se retirou do acordo internacional assinado em 2015 sobre o programa nuclear iraniano, ao acusar Teerão de desestabilizar a região. O governo dos Estados Unidos restabeleceu as duras sanções contra o Irão, especialmente contra as exportações de petróleo, ao mesmo tempo que afirmou que não desejava uma guerra com a República Islâmica.

Assuntos Diplomacia  

Leia também
  • 10/07/2019 17:14:42

    Enviado francês mantém reuniões no Irão

    Teerão - O assessor diplomático da presidência francesa prosseguiu nesta quarta-feira, em Teerão, conversações com o governo local para salvar o acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear desse país do Médio Oriente e aliviar as tensões entre os Estados Unidos e a República Islâmica.

  • 10/07/2019 16:00:26

    Eslovénia com intenção de reconhecer Estado da Palestina

    Zagreb - O ministro das Relações Exteriores da Eslovénia, Miro Cerar, afirmou nesta quarta-feira, em Liubliana, que o seu país deseja reconhecer o Estado da Palestina e espera poder fazê-lo num futuro próximo com os outros membros da União Europeia (UE).

  • 10/07/2019 13:35:12

    Embaixador britânico em Washington renuncia ao cargo após controvérsia com Trump

    Londres - O embaixador britânico em Washington, Kim Darroch, renunciou ao cargo após a crise provocada com os Estados Unidos pelo vazamento de mensagens confidenciais nas quais chamava o presidente Donald Trump de "inepto" e sua administração de "disfuncional", noticiou a AFP.