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19 Julho de 2019 | 16h53 - Actualizado em 19 Julho de 2019 | 16h52

Ministro argentino da Defesa responsabilizado pela tragédia com submarino

Buenos Aires - Uma comissão especial do Parlamento da Argentina colocou a responsabilidade do naufrágio do submarino San Juan, ocorrido em 2017, ao ministro da Defesa, Oscar Aguad, informa a agência Todo Noticias.

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Bandeira da Argentina

Foto: Foto divulgação

"Desde a perda de contacto e comunicações com o navio, ficou evidenciada a falta de liderança em face da crise, a ocultação das circunstâncias da tragédia dos familiares da tripulação e da opinião pública, a demora em contratar uma empresa para buscar o navio, ofensas aos familiares e aos deputados da Comissão parlamentar e graves irregularidades no processo sumário, que revelam a clara responsabilidade política e administrativa de Aguad e dos seus funcionários mais próximos", afirma o relatório.

Os deputados também avaliam de forma crítica as acções do presidente do país, Mauricio Macri, que, de acordo com eles, como comandante-em-chefe revelou um baixo nível de envolvimento na tragédia.

Além disso, a decisão de Macri de deixar o ministro da Defesa no cargo, apesar da perda do submarino, levantou perguntas na comissão.

O submarino San Juan perdeu o contacto no dia 15 de Novembro de 2017 no caminho para a base da Marinha de Mar del Plata. No momento da última sessão, a tripulação informou sobre uma avaria a bordo da embarcação.

O navio levava 44 pessoas a bordo, inclusive a primeira mulher-submarinista na história da Argentina, Eliana Maria Krawczyk. Os representantes das Forças Armadas relataram sobre uma explosão, que pode ter estado ligada com o desaparecimento do San Juan.

Em Novembro de 2018, o submarino foi encontrado, com o casco deformado, no fundo do Atlântico – a 500 quilómetros da costa, na profundidade mais de 900 metros.

Assuntos Acidentes  

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