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17 Julho de 2019 | 06h24 - Actualizado em 17 Julho de 2019 | 10h49

UE ameaça punir Venezuela se não houver resultados em conversas bilaterais

Bruxelas - A União Europeia (UE) ameaçou impor novas sanções contra a Venezuela caso não sejam registados "resultados concretos" nas discussões entre o governo e a oposição em Barbados para buscar saídas à grave crise política, mediadas pela Noruega.

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Federica Mogherini, Chefe da Diplomacia Europeia (arquivo)

Foto: Angop/Arquivo

"Caso não obtenham resultados concretos nas negociações em curso, a UE ampliará ainda mais as medidas restritivas", declarou terça-feira a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos países europeus.

O chefe da delegação do governo, Jorge Rodríguez, rebateu as advertências de Mogherini. "Nos ameaça com declarações infames que tentam turvar o progresso do diálogo na Noruega. Você já passou respeito", escreveu no Twitter o também ministro da Comunicação.

Delegados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e do líder opositor, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por 50 países, chegaram na segunda-feira em Barbados para retomar os diálogos, poucos dias após o anúncio da instalação de uma mesa de trabalho.

Guaidó agradeceu à União Europeia pela "clareza" diante da ameaça de novas "sanções" para pressionar a "ditadura", como define o governo de Maduro, em declarações à imprensa pouco antes de presidir um debate no Parlamento, de maioria opositora.

Já o governo venezuelano acusou a UE de contrariar o "bom espírito de abordagem" promovido pelo assessor especial do bloco, Enrique Iglesias, que está na Venezuela desde 7 de Julho representando o Grupo de Contacto.

"O governo bolivariano exorta novamente a União Europeia a manter uma posição de respeito e equilíbrio construtivo, bem como desistir das suas tentativas de impedir os mecanismos pacíficos de solução que são realizados neste momento", indica um comunicado divulgado  terça-feira pela chancelaria da Venezuela.

Os europeus receberam "com satisfação" a retomada das conversações mediadas pela Noruega, como um "canal para superar a crise", mas pediram a "com urgência um resultado que permita eleições transparentes e supervisionadas internacionalmente".

A UE, que desde 2017 anunciou sanções contra 18 funcionários venezuelanos e impôs um embargo de armas ao país, também expressou a disposição de trabalhar em novas sanções para "os membros das forças de segurança envolvidos em torturas e outras violações graves dos direitos humanos".

Assuntos Venezuela  

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