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25 Julho de 2019 | 02h22 - Actualizado em 25 Julho de 2019 | 01h28

Rússia diz apoiar Cuba 'em tudo' diante da hostilidade dos EUA

Havana- A Rússia mantém o apoio a Cuba frente às hostilidades dos Estados Unidos e vai ajudá-la a fortalecer sua economia contra ataques externos - garantiu o chanceler russo, Serguei Lavrov, nesta quarta-feira (24), durante visita à ilha.

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"Vamos continuar apoiando Cuba em tudo, não apenas moral, ou politicamente, não apenas por meio do desenvolvimento da cooperação técnico-militar, mas também promovendo activamente o comércio, projectos económicos que permitam à economia deste país ser mais firme diante de ataques externos. Acredito que vamos conseguir", disse o ministro russo das Relações Exteriores, após uma reunião com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez.

Lavrov, que se reuniu com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel e com seu contraparte Bruno Rodríguez, rejeitou as medidas dos Estados Unidos contra a ilha socialista, que endurecem o embargo que Washington aplica desde 1962, complicando as relações comerciais de Havana com o restante do mundo, e asfixiam sua economia.

Entre estas medidas, de acordo com publicação da AFP, está a recente activação do título III da chamada Lei Helms-Burton, que permite accionar em tribunais americanos empresas estrangeiras que administrem bens nacionalizados em Cuba pela Revolução de Fidel Castro.

"Todos os artigos desta lei são ilegais, contradizem o Direito Internacional. Todo o ano se vota (na Assembleia Geral da ONU) contra o embargo. Essa resolução conta com 190 votos todos os anos", afirmou Lavrov.

O governo Donald Trump garante que, com suas medidas, busca uma mudança do sistema de governo em Cuba e, ao mesmo tempo, acusa as autoridades cubanas de perseguirem seus opositores e de apoiarem militarmente a Venezuela de Nicolás Maduro.

Os EUA já aplicaram multas a algumas entidades financeiras que facilitam as operações entre a ilha e o exterior.

Coincidindo com a visita de Lavrov a Cuba, o representante especial americano para a crise venezuelana, Elliot Abrams, disse que Washington avalia sancionar a Rússia por seu apoio à Venezuela, e anunciou novas medidas punitivas conta Caracas nas próximas horas e contra Cuba.

"Na Rússia, ainda estamos pensando quais sanções aplicar", acrescentou Abrams durante um fórum em Washington.

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