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14 Agosto de 2019 | 17h34 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 17h34

Governo chinês exige que EUA "deixem de interferir" em Hong Kong

Pequim - O governo chinês exigiu hoje que os Estados Unidos "deixem imediatamente de interferir" em Hong Kong e nos assuntos internos da China, e que parem de apoiar as manifestações contra o polémico projecto de lei de extradição.

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, respondeu dessa maneira ao Departamento de Estado dos EUA, que na terça-feira criticou a imprensa por ter revelado informações pessoais de uma diplomata americana que se encontrou com activistas de Hong Kong.

O caso surgiu a partir de uma fotografia na qual uma funcionária da secção política do consulado dos EUA, identificada pela imprensa chinesa como Julie Eadeh, aparece a falar com manifestantes de Hong Kong.

Hua afirmou que os EUA deveriam "refletir" sobre as suas palavras e feitos, e pediu para que o país não use a imprensa para atacar ou culpar outros governos. "A parte americana interveio com frequência nos assuntos de Hong Kong, o que inevitavelmente conduzirá à oposição decidida e à indignação do povo chinês, incluindo os compatriotas de Hong Kong", disse a porta-voz chinesa.

A representante das Relações Exteriores da China também exigiu que os EUA "cumpram o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais" e deixem de interferir na ex-colónia britânica, onde os protestos já duram dois meses, motivo pelo qual o governo chinês convocou nesta sexta-feira um diplomata americano para pedir esclarecimentos e expressar descontentamento.

Na terça-feira da última semana, o governo chinês voltou a ameaçar os manifestantes que tomaram as ruas de Hong Kong na greve geral que paralisou a cidade.

Além disso, Pequim reiterou o apoio ao governo de Hong Kong liderado por Carrie Lam, considerada "completamente capaz" de garantir a segurança e à qual pediu "medidas", possivelmente mais um passo para pressionar e intimidar os manifestantes, que convocaram outra onda de protestos para este fim de semana.

As manifestações em Hong Kong começaram em Junho devido um polémico projecto de lei de extradição que poderia permitir que o governo de Pequim tivesse acesso a "fugitivos" refugiados na cidade.

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