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27 Agosto de 2019 | 08h42 - Actualizado em 27 Agosto de 2019 | 08h41

Ministro do Ambiente do Brasil diz que ajuda do G7 é "bem-vinda"

Brasília - O ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, afirmou hoje que a ajuda anunciada pelo G7 aos países atingidos pelos incêndios da Amazónia é "sempre bem-vinda", de acordo com a imprensa local.

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"Acho uma excelente medida, é muito bem-vinda", disse Salles, citado pelo portal de notícias G1.

"Eu queria aproveitar, inclusive, para lembrar que desde 2005 o Brasil tem cerca de 250 milhões de toneladas de gás carbónico (dióxido de carbono), do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, para receber. Isso gera uma receita de 2,5 mil milhões de dólares (2,25 mil milhões de euros)", acrescentou.

O governante pediu ainda aos "países desenvolvidos, o G7", que ajudem a pagar "essa factura do Protocolo de Quioto [Japão], esse crédito que o Brasil tem, que seria muito bem-vindo".

Segundo o protocolo, através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), um país desenvolvido pode comprar "créditos de carbono" resultantes de actividades de um país em desenvolvimento que tenha ratificado o documento.

O MDL é um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Quioto (tratado internacional, assinado em 1997) para auxiliar no processo de redução de emissões de gases com efeito estufa.

O agradecimento de Ricardo Salles surge depois do Presidente francês, Emmanuel Macron, ter anunciado hoje que o G7 fornecerá uma ajuda imediata de 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) para combater o incêndio na maior floresta tropical do mundo.

Na cimeira do G7, dos países mais industrializados do mundo, participaram durante o fim -de -semana os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A posição do ministro brasileiro, no entanto, encontra-se desalinhada com a do chefe de Estado, Jair Bolsonaro, que quando confrontado com a oferta de ajuda do G7 mostrou ter dúvidas acerca da intenções desses países.

"Será que alguém ajuda alguém, a menos que seja pobre, sem retorno? Isto é, sem esperar por algo em troca", questionou Bolsonaro, junto à entrada do Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

O chefe de Estado do Brasil mostrou a capa do jornal brasileiro "O Globo", cuja manchete principal dizia: "Macron promete ajuda dos países ricos para a Amazónia".

Com o jornal nas mãos, Jair Bolsonaro insistiu e perguntou: "O que eles querem na Amazónia por tanto tempo?".

Sem mencionar qualquer país em particular, o Presidente brasileiro disse que, no final da semana passada, falou com "líderes excepcionais" sobre a grave situação gerada pelos incêndios na Amazónia, que na sua opinião realmente desejam colaborar com o Brasil na luta contra as chamas.

No entanto, numa aparente alusão a Macron, acrescentou que não conversou com aqueles que, no seu entendimento, querem "continuar vigiando o Brasil".

O número de incêndios no Brasil aumentou 83 por cento este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de Agosto, sendo a Amazónia a região mais afectada.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278 por cento em Julho, em relação ao mesmo mês de 2018.

Assuntos Ambiente  

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