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12 Setembro de 2019 | 03h00 - Actualizado em 12 Setembro de 2019 | 12h53

EUA e outros 11 países convocam tratado de defesa por crise venezuelana

Brasília - Os Estados Unidos e 11 outros países americanos convocaram nesta quarta-feira os ministros das Relações Exteriores dos Estados que fazem parte do tratado de defesa do TIAR para uma reunião na segunda metade deste mês, quando discutirão o "impacto desestabilizador" da crise na Venezuela.

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Arte das bandeiras da Venezuela e dos EUA

Foto: Divulgação

A ativação do órgão de consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) foi votada no conselho permanente da OEA por 12 dos 19 países signatários do acordo: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Venezuela.

Cinco países se abstiveram: Costa Rica, Panamá, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai; enquanto Bahamas e Cuba estavam ausentes.

O governo do presidente Nicolás Maduro reagiu afirmando que a Venezuela "não aceita e nem reconhece qualquer obrigação derivada" do TIAR, que chamou de "nefasto" e "infame instrumento imperial".

A Venezuela abandonou o TIAR há seis anos, mas em Julho passado, a Assembleia Nacional venezuelana, liderada pelo opositor Juan Guaidó, aprovou o regresso ao tratado.

As decisões da Assembleia Nacional, considerada em desacato pelo Supremo Tribunal, não são reconhecidas pelo governo de Nicolás Maduro.

Gustavo Tarre, designado por Guaidó como delegado da Venezuela na OEA, declarou que defenderá que a reunião dos chanceleres do TIAR se realize à margem da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, cujo início está previsto para o dia 17 de setembro, em Nova York.

"A crise na Venezuela tem um impacto desestabilizador, representando uma clara ameaça à paz e à segurança do Hemisfério", destaca a resolução para sustentar a convocação.

Segundo o TIAR, também conhecido como Tratado do Rio por sua adoção nesta cidade em 1947, os chanceleres podem adotar medidas que vão da ruptura das relações diplomáticas ao emprego da força armada.

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