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11 Setembro de 2019 | 08h46 - Actualizado em 11 Setembro de 2019 | 08h45

Onze anos de prisão para homem que incendiou cruz para intimidar negros

Mississipi - Um homem norte-americano foi hoje condenado a 11 anos de prisão por queimar uma cruz de madeira, uma prática adoptada pelo movimento Ku Klux Klan para intimidar a população negra, noticiou a Lusa.

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De acordo com a agência France-Presse (AFP), em Outubro de 2017, Louie Revette, de 38 anos, recrutou um cúmplice, Graham Williamson, para construir e queimar uma cruz de madeira num seminário no Mississipi, um estado do sul dos Estados Unidos com um longo historial de segregação racial.

Após ser perseguido pelas autoridades, Revette declarou-se culpado e admitiu que queria assustar um adolescente e outros moradores negros.

O seu cúmplice também já assumiu a culpa, devendo a sua sentença ser determinada em Novembro.

"Ele aterrorizou os membros de uma comunidade unicamente por causa da sua raça", referiu, em comunicado, o responsável pela protecção dos direitos civis do Ministério da Justiça, Eric Dreiband.

Este responsável prometeu ainda "perseguir todos os crimes racistas com toda a força da lei".

Fundada em 1866 sob o ideal da supremacia branca, o Ku Klux Klan atingiu em 1925, no seu auge, cerca de cinco milhões de membros.

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