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12 Setembro de 2019 | 15h06 - Actualizado em 12 Setembro de 2019 | 15h06

Ossadas encontradas em "casa do terror" do ex-líder paraguaio

Assunção -Ossos humanos foram encontrados em uma mansão que havia sido utilizada pelo ex-líder Alfredo Stroessner no Paraguai, segundo o site de notícias Sputnik.

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Bandeira do Paraguai

Foto: Foto divulgação

O local também foi utilizado como centro de tortura durante a sua ditadura. Aproximadamente 300 militantes encontraram as ossadas ao ocuparem uma das residências do ditador em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil.

Peritos da Equipa Nacional para Investigação, Busca e Identificação de Pessoas Detidas e Desaparecidas (Enabi) também recolheram outros ossos, como partes de fêmures e de um braço.

Além disso, a Comissão de Direitos Humanos, bem como o Ministério Público do país, também devem participar das actividades de reconhecimento das ossadas, o que poderá determinar o perfil biológico e a causa da morte, segundo o chefe da equipa de memória do Ministério da Justiça do Paraguai, Rogelio Goiburú, de acordo com o jornal O Globo. 

A possibilidade de os ossos terem sido trazidos de outro lugar não foi descartada, afirma Rogelio Goiburú, ressaltando que será realizada uma análise do solo e da acidez da terra, para determinar o tempo que os ossos permaneceram no local e se teriam sido mortas na época da ditadura paraguaia.

A mansão conta com uma suíte e mais três quartos, além da cozinha, três banheiros, sala de estar e ainda três guaritas e um alojamento com cozinha e dois banheiros, tendo um túnel ligando a mansão ao alojamento.

Após ser deposto, Stroessner recebeu asilo político no Brasil e morreu em Brasília, em 2006, com 96 anos de idade.

Estima-se que aproximadamente quatro mil pessoas tenham sido assassinadas durante o seu mandato por conta da perseguição política, marcada pelo emprego da tortura, sequestro e assassinatos políticos.

Em 1992, foram descobertos os Arquivos do Terror, contendo diversos documentos e memorandos internos que mostram como Stroesssner colaborou com as ditaduras do continente e participou da Operação Condor, um acordo militar, articulado pelos EUA e levado adiante por Brasil, Bolívia, Chile, Equador e Uruguai, que visava perseguir opositores às ditaduras.

Assuntos Política  

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