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11 Setembro de 2019 | 18h47 - Actualizado em 11 Setembro de 2019 | 18h47

Trump promete intensificar combate aos talibãs em cerimónia do 11 de Setembro

Washington - O Presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira a promessa de intensificar os combates contra os talibãs no Afeganistão, ao assinalar os 18 anos dos atentados de 11 de Setembro, numa cerimónia no Pentágono.

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Presidente dos EUA, Donald Trump

Foto: Pedro Parente

“Nos últimos quatro dias, atacámos o nosso inimigo com mais força do que alguma vez o fizemos e isso vai continuar”, disse Trump na cerimónia que recordou os atentados que motivaram a guerra no Afeganistão.

Referindo-se ao atentado de Cabul que custou a vida a um soldado norte-americano e que o levou a anular um encontro secreto com os talibãs, Trump disse que estes quiseram mostrar a sua força, mas na verdade mostraram a sua fraqueza.

Na cerimónia,  Trump depositou uma coroa de flores no Pentágono e disse às famílias das vítimas: "Este é o aniversário da vossa dor pessoal e permanente".

Os EUA assinalam a data com várias cerimónias solenes, 18 anos depois dos ataques terroristas mais mortíferos ocorridos em solo norte-americano.

Uma multidão de familiares das vítimas reuniu-se no ‘ground zero’, onde a cerimónia começou com um momento de silêncio e sinos a tocar às 08:46 locais (13:46 em Luanda ) - o momento em que um avião sequestrado bateu na torre norte do edifício World Trade Center, em Nova Iorque.

Enquanto Trump participou na cerimónia do Pentágono, atingido por um dos aviões sequestrados, o vice-Presidente, Mike Pence, era esperado na cerimónia no terceiro local do ataque, perto de Shanksville, no Estado da Pensilvânia.

O ex-Presidente George W. Bush, comandante-em-chefe das Forças Armadas na época dos ataques de 2001, era aguardado à tarde para depositar uma grinalda de flores no Pentágono. O país ainda hoje enfrenta as consequências do 11 de Setembro, seja no país, com a segurança reforçada nos aeroportos, ou no estrangeiro, nomeadamente com a guerra do Afeganistão, onde há um grande contingente de tropas norte-americanas.

As cerimónias desta quarta-feira concentraram-se na homenagem às quase 3.000 pessoas mortas quando os aviões sequestrados por terroristas atingiram o World Trade Center, o Pentágono e um campo perto de Shanksville, Pensilvânia, a 11 de Setembro de 2001.

Todos os nomes das vítimas são lidos em voz alta nas cerimónias no ‘ground zero’ (local onde estavam localizados os edifícios do World Trade Center). Entretanto, tem havido uma crescente conscientização do sofrimento de outro grupo: bombeiros, polícias e outros que adoeceram ou morreram após a exposição aos destroços e às toxinas libertadas dos escombros do World Trade Center.

Um fundo de compensação às vítimas com problemas de saúde potencialmente relacionados ao 11 de Setembro já concedeu, até hoje, mais de 5,5 mil milhões de dólares. Mais de 51.000 pessoas inscreveram-se nesta iniciativa. Após anos de impasse legislativo, o Congresso norte-americano garantiu este verão que o fundo não ficará sem verbas. Donald Trump, republicano e nova-iorquino que estava na cidade no dia do ataque, assinou a medida em Julho. Os doentes ganharam novo reconhecimento este ano na praça memorial, ‘no ground zero’, em que o novo ‘9/11 Memorial Glade’ homenageia as vítimas pós-atentado.

O tributo apresenta seis grandes pilhas de granito incrustadas com aço recuperado do World Trade Center, com uma dedicatória: "àqueles cujas acções em nosso tempo de necessidade levaram a ferimentos, doenças e morte". Os Estados Unidos e os representantes dos talibãs, que controlam uma parte significativa do território afegão, mantêm contactos há mais de um ano no quadro das negociações que decorriam no Qatar.

No essencial, as negociações pretendem pôr fim a duas décadas de guerra no Afeganistão sendo que recentemente foi divulgado um documento provisório que prevê a retirada de cinco mil soldados norte-americanos num período de 135 dias. O presidente dos Estados Unidos cancelou no domingo uma reunião secreta que ia juntar altos comandos das forças talibãs e o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani. Trump cancelou o encontro depois de um atentado que provocou a morte de 12 pessoas, incluindo um soldado dos Estados Unidos, na quinta-feira passada, em Cabul.

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