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10 Outubro de 2019 | 18h09 - Actualizado em 10 Outubro de 2019 | 18h18

Atirador queria "cometer um massacre" na sinagoga alemã de Halle

Berlim - O homem que matou na quarta-feira a tiro duas pessoas em Halle, leste da Alemanha, queria "cometer um massacre" na sinagoga daquela cidade onde a comunidade judaica celebrava um feriado religioso, declarou hoje o procurador federal.

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"O que aconteceu ontem [quarta-feira], foi terrorismo", afirmou Peter Frank, em declarações à comunicação social, indicando que o atacante, um alemão de 27 anos, "tinha a intenção de cometer um massacre" no edifício religioso, dentro do qual não conseguiu entrar.

O procurador federal alemão, que conduz uma investigação sobre o caso, descreveu o atacante, identificado como "Stephan B.", como uma pessoa marcada por "um antissemitismo assustador, um ódio ao estrangeiro".

Peter Frank precisou que o atacante estava "fortemente armado" no momento do tiroteio e que algumas das suas armas eram "visivelmente de fabrico artesanal".

As autoridades encontraram cerca de quatro quilogramas  de explosivos no interior do viatura do atacante.

"Ele queria entrar na sinagoga para matar várias pessoas", indicou o procurador federal.

Segundo a polícia, ele tentou na manhã de quarta-feira entrar na sinagoga, onde se encontravam dezenas de pessoas para assinalar o Yom Kipur, o maior feriado religioso judaico.

Não tendo conseguido, começou a disparar de forma indiscriminada na rua e contra os clientes que estavam num estabelecimento de comida turca de 'take-away'.

O atacante também lançou pelo menos duas granadas de mão, uma contra um cemitério judeu junto da sinagoga e outra a loja de comida.

Após a acção, filmou o ataque, que durante 35 minutos foi transmitido, em direito, numa plataforma na Internet.

O ataque fez dois mortos e dois feridos graves.

Segundo as autoridades, o balanço de vítimas teria sido maior porque cerca de 80 pessoas se encontravam no dentro da sinagoga.

Assuntos Internacional   Terrorismo  

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