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13 Outubro de 2019 | 19h01 - Actualizado em 13 Outubro de 2019 | 19h00

Equador: Governo e indígenas começam diálogo para conter crise

Quito - O governo do Equador e os indígenas realizam, neste domingo a primeira ronda de diálogo em busca de uma solução para a crise iniciada há 12 dias por ajustes económicos acordados com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Os indígenas garantem que permanecerão em Quito até conseguirem um acordo nas negociações abertas hoje, declarou um de seus líderes.

"Mantemos em Quito não apenas os dirigentes, mas também as bases e nos manteremos até que haja uma solução", disse Salvador Quishpe, que integra a Comissão Política da Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie).

Os diálogos acontecem no meio do toque de recolher imposto pelo governo na capital, após um dia de violência e de caos.

Nesse contexto, o presidente Lenín Moreno ordenou a militarização de Quito diante dos episódios violentos, dos quais a Conaie se distanciou.

O encontro de Moreno com a cúpula da Conaie começa às 15h locais, em Quito, e será mediado pela ONU e pela Igreja Católica, conforme um comunicado conjunto divulgado pelas duas instituições.

"Confiamos na boa vontade de todos para estabelecer um diálogo de boa-fé e encontrar uma solução rápida para a complexa situação que o país vive", declara o texto publicado no Twitter.

O presidente Moreno agradeceu aos indígenas pela decisão de se sentarem à mesa para dialogar.

"Nossa esperança é que, talvez, hoje seja o dia que possamos nos sentar (para conversar) e sair disso", acrescentou Quishpe, ex-governador da província amazônica de Zamora Chinchipe, ao sul, na fronteira com o Peru.

O Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul) divulgou uma nota neste domingo, na qual condenou a violência no Equador e pediu a ambos os lados que encontrem uma solução pacífica.

O texto também apoia as acções do governo de Lenín Moreno.

"Condenamos os actos de violência e as tentativas de desestabilizar o país, sua institucionalidade e o processo democrático equatoriano", diz a declaração assinada pelos presidentes de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru.

Assuntos Economia   Política  

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