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10 Outubro de 2019 | 18h37 - Actualizado em 10 Outubro de 2019 | 18h35

Trump reúne-se com principal negociador chinês em nova ronda negocial

Washington - O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou hoje que se encontrará com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, na sexta-feira, em mais uma ronda de negociações comerciais, mas avisa que não sabe que quer já um acordo.

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Donald Trump, presidente dos EUA

Foto: Google/Divulgação

"Vai ser um grande dia de negociações com a China. Eles querem um acordo. Mas será que eu quero?", escreveu hoje Donald Trump, na sua página pessoal da rede social Twitter, referindo-se a uma nova ronda de negociações para procurar uma solução para a guerra comercial entre os dois países, que dura há 15 meses.

A novidade da 13ª ronda negocial é a presença do presidente Donald Trump, que inicialmente não estava prevista na comitiva norte-americana, que é liderada pelo representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Do lado chinês, a comitiva é liderada pelo vice-primeiro-ministro e principal negociador para este acordo pelo lado de Pequim, Liu He, e inclui ainda o ministro do Comércio e o governador do banco central da China.

Pequim e Washington impuseram já taxas alfandegárias adicionais sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um, numa disputa motivada pela política de Pequim para o sector tecnológico.

Em causa está o plano "Made in China 2025", que visa transformar as empresas estatais chinesas em potências tecnológicas, com capacidades em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

"Ambos os lados tentarão avançar nas negociações que já ocorreram entre funcionários de nível mais baixo nas últimas semanas. Os tópicos para discussão incluirão a transferência de tecnologia, direitos de protecção intelectual, serviços e barreiras não-tarifárias", disse a porta-voz da Casa Branca Stephanie Grisham, num comunicado.

Até agora, o Governo chinês tem sido intransigente relativamente às exigências norte-americanas em vários destes tópicos, pelo que a nova ronda de negociações se prevê difícil, sobretudo depois de mensagens fortes de resistência de Donald Trump.

"Demos demasiado aos chineses, demasiado tempo", escreveu recentemente o Presidente norte-americano na sua conta de Twitter, para justificar a posição de força que hoje reforçou em nova mensagem na rede social, questionando-se sobre se, na verdade, estará interessado num acordo com a China.

Na cimeira do G7, este verão na cidade francesa de Biarritz, Trump disse que não quer um acordo a qualquer preço e, dias depois disse que, se for reeleito Presidente em 2020, será "muito mais difícil" aos chineses negociarem um acordo comercial com os EUA.

Ainda assim, as bolsas estão a reagir bem ao facto de Trump se encontrar sexta-feira com Liu He, com o índice Dow Jones a subir 0,84% antes desta nova ronda negocial e os comentários de especialistas a anteciparem alguns avanços que impeçam um novo agravar de tarifas na época comercial natalícia.

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