Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

20 Outubro de 2019 | 00h02 - Actualizado em 20 Outubro de 2019 | 00h02

Piñera anuncia plano sobre tarifas do metró após protestos no Chile

Santiano - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou neste sábado a elaboração de um plano para diminuir o impacto do aumento da passagem de metró em Santiago para os sectores mais vulneráveis e da classe média, após os protestos por conta do reajuste do preço.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

"Estamos conscientes de que muitos chilenos têm muitas dificuldades económicas. Passamos por tempos difíceis e, por esse motivo, estamos desenvolvendo um plano que nos permitirá aliviar o impacto que o aumento da passagem do metró teve e terá nos sectores mais vulneráveis e na classe média necessitada", disse Piñera a jornalistas.

O presidente comandou mais cedo uma reunião de coordenação e segurança política com vários membros de seu gabinete e com o chefe de Defesa Nacional, major-general Javier Iturriaga del Campo, para abordar a situação na capital chilena após os distúrbios violentos motivados pela insatisfação com o aumento da passagem.

"Como governo, somos muito claros, e eu também como presidente, sabemos que nossa principal responsabilidade e dever é proteger a ordem pública, garantir a tranquilidade do cidadão e defender o Estado de direito", disse Piñera, explicando o motivo de ter declarado estado de emergência na madrugada de hoje na capital chilena.

"Isso permitirá que as Forças Armadas, em colaboração com a polícia, restaurem a segurança dos cidadãos, a ordem pública e evitem e esses distúrbios sigam ocorrendo", afirmou.

Os protestos, que começaram na última segunda-feira, foram aumentando até que ontem tiveram episódios violentos em vários pontos da cidade, com confrontos directos entre forças de segurança e manifestantes.

O primeiro balanço oficial aponta para 308 detidos e 167 feridos, dos quais 11 são civis e o restante agentes de segurança. Cinco deles estão internados em estado grave. Além disso, 41 das quase 140 estações do metró de Santiago e 16 autocarros urbanos foram queimados ou danificados.

O presidente afirmou que os responsáveis pagarão por seus actos, e que por esse motivo invocou a Lei de Segurança do Estado. "Não vamos permitir nenhuma impunidade", garantiu.

 

Assuntos Manifestações  

Leia também