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21 Outubro de 2019 | 17h48 - Actualizado em 21 Outubro de 2019 | 17h48

Líbano elimina impostos no orçamento de 2020

Beirute - Diante do fluxo de críticas, protestos e manifestações, o governo libanês eliminou a incorporação de mais impostos aos cidadãos na rubrica orçamentária de 2020, noticiou a Prensa Latina.

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Bandeira do Líbano

Foto: Foto /Divulgação


No final de uma reunião de emergência com o primeiro-ministro Saad Hariri, o chefe de Finanças, Ali Hasan Khalil, anunciou que não haverá mais cobranças no orçamento para o próximo ano.

'Foi enfatizado o cancelamento de todos os planos sobre o assunto', afirmou em mensagem nas redes sociais.

Khalil disse que o governo irá concretizar reformas que não afectarão as pessoas de forma alguma.

Nas últimas semanas, o Conselho de Ministros discute o item do orçamento, num esforço para aprová-lo antes do prazo constitucional de 22 de Outubro.

Mas as propostas anunciadas na quinta-feira passada visavam aumentar os impostos sobre o valor agregado e as taxas de combustível, despertando raiva popular e, como resultado, manifestações antigovernamentais em todo o país.

Por esse motivo, o chefe do governo se reuniu com os ministros de Obras Públicas e Transportes, Youssef Fenianos; o da indústria, Wael Abu Faour, e o do turismo, Avedis Guidanian, para encontrar respostas às demandas populares.

Ele também falou com o chefe do Movimento Marada, Sleiman Frangieh; o do Partido Socialista Progressista, Walid Joumblatt, e o deputado Nicolas Sehnaoui, do partido Corrente Patriótica Livre.

Neste sábado, Hariri deu um prazo de 72 horas às facções políticas representadas no Executivo para encontrar uma solução para a actual situação explosiva.

Um escritório do canal pan-árabe Al Mayadeen percebe que o Banco Central do Líbano e outras instituições financeiras ofereceram uma contribuição de três mil e 500 milhões de dólares para aliviar a economia decadente e de alguma forma conter a raiva popular.

Protestos espontâneos sem nenhuma direcção partidária começaram com reivindicações económicas, mas depois incluíram a renúncia total do governo e do parlamento.

 

Assuntos Economia  

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