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24 Outubro de 2019 | 09h18 - Actualizado em 24 Outubro de 2019 | 09h39

AI acusa Exército de Myanmar de novos crimes de guerra

Londres - A Amnistia Internacional (AI) acusou hoje o Exército de Myanmar (antiga Birmânia) de cometer novos crimes de guerra contra a população civil no norte de Shan, no nordeste do país, onde enfrenta vários guerrilheiros das minorias étnicas, noticiou a Lusa.

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Logotipo da Amnistia Internacional

Foto: Divulgação

Num novo relatório, a organização não-governamental (ONG) denunciou prisões arbitrárias, espancamentos e torturas de civis "com base apenas na sua identidade étnica" e o bombardeio "indiscriminado" de áreas que obrigaram milhares de pessoas a deixar as suas casas.

"O Exército (...) permanece igualmente brutal e implacável, cometendo crimes de guerra contra civis no norte de Shan, com total impunidade", disse o director da Amnistia Internacional para o leste e sudeste da Ásia, Nicholas Bequelin.

Segundo a organização, por trás da violência está a 99.ª Divisão de Infantaria Leve, também envolvida na ofensiva de 2017 contra a minoria muçulmana rohingya, no estado de Rakhine, no oeste do país, classificada pela ONU de "genocídio intencional".

Os abusos documentados foram cometidos este ano contra civis das minorias kachin, lisu, shan e ta'ang, apesar do cessar-fogo unilateral declarado pelo Exército em Dezembro de 2018, seguindo um "padrão familiar de abusos" de campanhas anteriores cometidos pela mesma divisão.

A ONG denunciou que a população civil também é vítima de abusos por parte da guerrilha, incluindo detenções e maus-tratos, trabalho forçado, com os alimentos e a propriedades a serem confiscados.

Os combates no norte de Shan intensificaram-se em meados de Agosto, enquanto as negociações de paz entre o Governo e cerca de vinte grupos de guerrilha permanecem num impasse há mais de um ano.

Maior autonomia é a principal reivindicação de quase todas as minorias étnicas em Myanmar, incluindo as queixo, kachín, karen, kokang, kayah, seg, rakáin, shan e wa, que juntas representam mais de 30 por cento dos 53 milhões de habitantes do país.

Assuntos Crime  

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