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10 Janeiro de 2020 | 12h45 - Actualizado em 10 Janeiro de 2020 | 12h45

Irlanda do Norte recusa convocar deputados até partidos subscreverem acordo

Belfast - O presidente da Assembleia da Irlanda do Norte, Julian Smith , suspensa desde 2017, afirmou hoje que só convocará uma sessão após os principais partidos políticos subscreverem o acordo publicado durante a noite de quinta-feira pelos governos britânico e irlandês, anuncia a Lusa.

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Na sequência da publicação do acordo, o ministro da Irlanda do Norte britânico, Julian Smith, solicitou ao presidente da Assembleia (speaker), Robin Newton, que convocasse uma sessão para eleger um novo presidente e nomear ministros.

Porém, Newton alegou que só o fará quando os partidos confirmarem concordar com o pacto e com a reabertura da assembleia, que está suspensa desde 2017.

“A velocidade e a data de qualquer sessão depende, portanto, inteiramente de quando o ‘speaker’ escutar (uma resposta) positiva dos partidos”, informou hoje um porta-voz.

O governo britânico divulgou um projecto de acordo na noite de quinta-feira para restaurar o governo local na Irlanda do Norte, que está fechado há três anos, sugerindo que a assembleia autónoma de Stormont, em Belfast, se reúna na sexta-feira.

O acordo, intitulado “Nova Década, Nova Abordagem”, foi apresentado para os partidos políticos da Irlanda do Norte subscreverem e “vai transformar os serviços públicos e restaurar a confiança do público no governo autónomo”.

Para entrar em vigor, o acordo tem de ser aprovado pelos Partido Democrata Unionista (DUP) e pelo Sinn Fein, os dois principais partidos políticos, representativos das comunidades ‘unionista’ (que defende a permanência no Reino Unido e sob a coroa britânica) e nacionalista (que quer a reunificação com a Irlanda numa república).

Nos termos do acordo de paz de 1998, que pôs fim aos ao conflito sectário que causou mais de 3.500 mortos em 30 anos, estes dois partidos devem partilhar o poder.

A líder da DUP, Arlene Foster, manifestou-se favorável ao projecto de acordo, afirmando: “Acreditamos que existe uma base sobre a qual a Assembleia e o executivo podem ser restaurados de maneira justa e equilibrada”.

Já a líder do Sinn Féin, Mary-Lou Mc Donald, disse que o seu partido se vai reunir na sexta-feira para examinar o texto “com atenção”.

“Este é um momento de verdade para o acordo de Belfast”, afirmou o ministro da Irlanda do Norte, Julian Smith, em comunicado, pedindo às partes que se unam e formem um governo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda, Simon Coveney, cujo governo esteve envolvido nas negociações, encorajou os partidos a “que se empenhem colectivamente para garantir que a política beneficie a população”.

Um escândalo político-financeiro derrubou a coligação anterior do governo em Janeiro de 2017, desencadeando eleições, após as quais DUP e Sinn Féin não se conseguiram entender para formar um executivo.

O governo britânico impôs segunda-feira 13 de Janeiro como prazo para a resolução do impasse, ou então serão convocadas eleições regionais.

Assuntos Parlamento  

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